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A listagem dos Contos, Crônicas e artigos está organizada em ordem alfabética para facilitar a sua consulta.
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Ai de mim, Copacabana
1. Ai de mim, Copacabana, já passada a véspera do teu dia, inabalado mesmo após a crônica do Rubem, porque não te abalas com prenúncios de literatura, posto que a riqueza de teus poemas se...
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Almoço com patente imperial
Aos quarenta quilos de feijão com lombo, pé e orelha de porco, carne seca, bucho, rabo e paio, acompanhados de arroz, couve à mineira, laranja e caipirinha, Dulcinéia do Nascimento (foto), a responsável pela cozinha...
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Caixas de papelão
As caixas amontoadas tomam todo o apartamento: nossas coisas. Após o fim-de-semana extenuante de separa, embala, fecha, não há quase mais nada nas estantes...
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Copa de alma botafoguense
Embora sem muito brilho, os favoritos até agora têm feito a sua parte. Inglaterra e Itália venceram Equador e Austrália, os donos da casa passaram sem sustos pela Suécia e os hermanos – meus adversários...
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Decifrando os mistérios da roda
Ao anoitecer de cada domingo, num minúsculo boteco de Copacabana reúnem-se alguns dos mais talentosos músicos cariocas. Aos poucos, eles chegam com seus instrumentos, tocam e cantam, sem cobrar couvert artístico e pagando do próprio...
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Direto do Jardim Botânico para a nostálgica raspadinha de groselha
Mesmo com meu Flu fora da parada, fui ao Maracanã na decisão do último Campeonato Carioca. Com aquele orgulho mais essencial - o que nasce do pertencimento-, vesti minha velha camisa de listas azul, amarelo...
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Entre dores e delícias, a literatura dos tempos de hoje
No polêmico O cânone ocidental – Os livros e a escola do tempo, Harold Bloom faz o elogio da tradição em contrapartida ao questionável relativismo pregado pelas cátedras dos chamados “estudos culturais”. Logo na primeira...
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Flores de inverno
"Na profundeza do inverno, finalmente aprendi que dentro de mim repousava um verão invencível". (Albert Camus) e então você, ao me ver aqui, sentado sobre a poltrona, nesta sala onde apenas uma luminária faz contraponto...
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Fogos
Tudo começou com um pedaço de guardanapo, que entreguei a ele já meio bêbada, depois que dançamos duas músicas juntos na festa do namorado da Claudinha; havíamos conversado um pouco, ele arquiteto e interessado em...
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Hotel com garagem
Sob o sol preguiçoso do meio da tarde, a nitidez da Praça Tiradentes chega a espantar. No lugar do breu decadente que se espraia como uma coberta espessa a cada vez que o dia apaga...
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Ipês
Notei quando passava de manhã pelo Aterro do Flamengo: começaram a florescer os ipês. Percebi que o mais apressado deles – o de cor roxa, que fica no finalzinho da Praia de Botafogo, ao lado...
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Luminosidade no breu
O poeta Eugénio de Andrade buscava o sublime nas pequenas coisas É emblemático, mas não surpreendente, que a morte de Eugénio de Andrade tenha sido ignorada quase unanimemente pelos suplementos culturais dos jornais brasileiros. Afinal,...
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Na roda do Bip Bip, o tempo pára e a vida fica lá fora
Certa vez perguntei ao Chiquinho Genu por que enfim todo domingo, esteja triste ou alegre, disposto ou desanimado, ele pega seu violão e ruma para o Bip Bip. Espécie de líder informal da roda de...
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O braço do pai
No sábado passado, enfim fui conferir a peça sobre a vida do Renato Russo. Lembro-me de quando ele morreu. Estava no Maracujina, meu bar de estimação dos tempos de Barra. Lembro também que, ao receber...
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Olaria x Madureira em Berlim
Sobrou o Ricardinho, faltou o Alex. Juninho na reserva é inconcebível. Roberto Carlos não vai à linha de fundo desde a época em que usava relógio de camelô e chamar o Arouca não teria sido...
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Serrinha dos sonhos dourados
Madureira parou naquela Quarta-Feira de Cinzas, quando uma multidão foi às ruas comemorar o título do Império Serrano ao som de “Bum Bum Paticumbum”. Corria então o ano de 1982, e eu era apenas um...
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Sexta-feira de cinzas
Entre os velhos gordos travestidos com os vestidos das próprias mulheres, o palhaço errante com a lata de cerveja na mão, a moça que beijava o rapaz de modo tão sôfrego quanto falso, entre as...
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Superescolas de samba S.A.
Nasci em Madureira há quase 32 anos. Passei parte da infância no bairro, entre as ruas Carvalho de Souza e Edgar Romero, onde ficava a loja de meu pai. Cercado por uma família de portelenses,...
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Um cartão para Joana
No princípio, bastavam termos como Feliz Natal, Boas Festas, Próspero Ano Novo, e estava resolvido. Com o tempo, a exigência cresceu: tornou-se necessário espremer a imaginação até escapulir algo menos banal. A premissa: palavras doces,...
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Uma sublime forma de amor
Nem sempre um romance lido quando já vencida a adolescência entra na lista particular (e necessariamente ilógica) dos “livros de nossa vida”. Em geral, os eleitos são sorvidos na quentura da descoberta, naquele momento em...
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