
"Mais tarde tem samba no Ó do Borogodó. Amanhã conto."
Não vai prosseguir o relato sobre sua estada na minha amada São Paulo?
Um abraço.
Mariana, eu senti tudo isso que você fala quando morei em Sampa (por longos 4 anos). Mas isso a gente sente (quase tudo) aqui no Rio também. Acho que cidade grande é assim.
Confesso que o que mais me deixou deprê quando morei aí foi a frieza da maioria das pessoas, da cidade, imposta certamente pelo ritmo louco que se tem aí.
Hoje moraria aí de novo, mas por causa das pessoas que conheci ao longo do tempo, nada mais. Mas não sei se por mutio tempo.
Por enquanto vou preferindo ficar aqui e pegar a ponte aérea de vez em quando (desde que o avião não pouse em Congonhas com chuva...).
Beijo!
Acho interessante essa visão de São Paulo, que cada vez mais se reserva aos visitantes desta imensa loucura. Nós moradores, quase sem exceção, estamos fartos, cansados com a poluição, o trânsito, os preços, as filas, a falta de segurança, a super lotação em tudo, o crescimento descontrolado. Cheguei a conclusão ultimamnte que São Paulo é um espetáculo para quem a visita, passa um tempo, mas pra quem mora, é difícil, camarada... Muito difícil! Chega a ser cruel!
Tô pensando em sair fora daqui... beijo
Ahaha, Fred, ja ganhei o Grimcard no Rio sim, até emprego estével eu tenho! (isso tudo sem precisar ter casado com um nativo) :) Bora tomar chimarrão com pão-de-queijo na mureta do bar Urca!
ai! eu quero São Paulo pra mim.. Eu quero!
ps: o site novo ficou maravilhoso!
Parabéns!
Uai Vicky juro que pensei que ocê, pessoa maravilhosa mais bacana que tem por ai, tinha o tal do Grimcar sô! Núh! Fiquei pimenta!!! Borapassear aqui, que não tem visto não! rsrssrrsr (e depois me leva para passear nas serras gauchas conhecer suas primas bundchen tambem!). É chimarrão e pão-de-queijo neles! UAI-CHÊ!!!
Apesar de ser uma carioca honorária, concordo com o joão carlos: eu já tive muito preconceito com São Paulo, mas depois da cidade ter-me sido mostrado pelas mãos certas, já penso que seria até feliz por aí. Não, não foram pelas mãos de um paulista-honorário, como talvez tu pense (ahahah) mas por uma amiga muito querida, argentino-paulista que veio para o Rio só para me trazer um filhote de gato. Um beijo para ti e para a Flá.
São Paulo não é para principiantes. Eu mesmo não sou paulistano, mas do subúrbio da Urbe - leia-se ABC - e moro por cá. De fora, temos a impressão de um imenso círculo de luzes e fogos de artifício de Cultura e Tendências - mas São Paulo tem os bairros civilizadamente mais feios do Brasil. Sim, pq são, ao contrário da decadência que o Rio ostenta, feitos de para todo o sempre inacabarem-se, provisórios, para que algo surja logo e apague o traço. Aqui, o que " é" quase já "foi", e a cidade é um constante trânsito em si mesmo, ou melhor, um trânsito sobre si. Que seja a capital cultural do País, como foi postado acima, eu não duvido, e reafirmo sem bairrismos pois sou brasileiro antes de ser terráqueo: não que o melhor se faça aqui, mas as infinitas seduções que o "melhor" pode ter aqui, faz com que tudo venha a cair neste lago fervente. E aqui se compete com tudo e em tudo, sendo um campo de batalhas às claras. Sim, eis o grande falo do Brasil, o pós-capitalista de joelhos frente ao seu notebook plugado com a última versão de um velho samba tecno-pop cantado pela mais nova filha de um medalhão da MPB - eis Sampa, amiúde.
São Paulo cada vez mais arrisca ficar melhor que o Rio. É a capital cultural do país, tem melhores restaurantes, teatros, preços, editoras, imprensa y otras cositas. Tem Zé Celso e Antunes Filho e Grupo Vertigem que, se estiverem em cartaz e você tiver um tempinho, vale a pena. Até no samba eles vão acabar nos ultrapassando se nós cariocas bobearmos e continuarmos apenas no oba-oba. Sem falar nos salários maiores e nos aluguéis mais baratos. Essa briga Rio X São Paulo só interessa aos "cariocas honorários" que não nasceram aqui, vieram pra cá e se acham donos do pedaço. Se eu fosse mais jovem e tivesse proposta real de trabalho, já estaria lá há muito tempo. Juntos, mudaríamos (ou mudaremos?) o Brasil pra melhor. Como diz o samba do Herivelto Martins "Cabaré no morro": com um ricaço pendurado no meu braço/vestido de seda e capote de forro/civilizarei o morro.