
Oi, Maurício. Agradeço pelo comentário. Discordo, no entanto, de que escritores não possam avaliar livros de seus colegas. Não há desvio ético algum nisso. E, justamente por conta dessa crítica ensimesmada que você destaca (e que, se você leu atentamente minha resenha, vai ver que faço reparos a ela também), gosto muito da ideia de autores comentarem criticamente obras de seus colegas (muito embora isso por vezes gere antipatias). A crítica que fiz ao livro do Paulo Lins foi, a despeito de apontar problemas, absolutamente respeitosa. E duvido que ele próprio discorde disso. Em crítica, não deve haver é medo de falar as coisas. Espaço para divergência é claro que deve haver, e é nesse mesmo espaço que divergimos, aqui, nós dois. E sobre samba etc., se você procurar um pouquinho, vai ser que não só estudo, mas frequento o meio. Grande abraço.
Caro Marcelo, faço aqui uma breve visita e comentário. Já me desculpo também pela ousadia. E de qualquer maneira me resigno à sua eventual moderação. A despeito da sua experiência e sensibilidade crítica acho complicado traçar juízos públicos sobre o trabalho de colegas. Como pode um escritor avaliar a obra de outro? Em qualquer outro universo de profissionais liberais isso é tido como desvio ético. Se a sua atividade única fosse a de crítico literário, muito bem. Mas você é escritor e editor. Além de jornalista, ao que parece. Sou o ilustrador e designer responsável pelo projeto gráfico da capa do livro do Paulo Lins (além de escritor e também um pequeno editor ocasional). Independente disso, também acho que existe uma ensimesmada crítica literária no Brasil. Que repete os mesmos vícios, que a distancia da elegância e da sutileza que a Arte e o público mereceriam. É preciso haver espaço para a divergência, subjetividade e mesmo para a espontaneidade frente as inevitáveis imperfeições que nos fazem ser o que somos. O samba é vanguarda que não se aprende na escola tradicional. Assim como o futebol. Por osmose vai, entre erros e acertos. Um resenha crítica deveria ter essa malemolência. Vai por mim, sai melhor na foto. E cada um exenrgará o que precisa, sem dolo nem tuleta.