<?xml version="1.0" encoding="iso-8859-1"?>
<feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">
    <title>Blog - Marcelo Moutinho</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/" />
    <link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/atom.xml" />
   <id>tag:www.marcelomoutinho.com.br,2012:/blog//4</id>
    <link rel="service.post" type="application/atom+xml" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/cgi-bin/mt/mt-atom.cgi/weblog/blog_id=4" title="Blog - Marcelo Moutinho" />
    <updated>2012-01-23T19:57:18Z</updated>
    <subtitle>Blog do Marcelo Moutinho - www.marcelomoutinho.com.br</subtitle>
    <generator uri="http://www.sixapart.com/movabletype/">Movable Type 3.2</generator>
 
<entry>
    <title>Torres e eu</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/2012/01/torres_e_eu.php" />
    <link rel="service.edit" type="application/atom+xml" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/cgi-bin/mt/mt-atom.cgi/weblog/blog_id=4/entry_id=1201" title="Torres e eu" />
    <id>tag:www.marcelomoutinho.com.br,2012:/blog//4.1201</id>
    
    <published>2012-01-23T19:56:08Z</published>
    <updated>2012-01-23T19:57:18Z</updated>
    
    <summary>Para quem não viu, o programa &quot;Álbum de retratos&quot;, no qual entrevistei Antonio Torres e que foi ao ar pelo Canal Brasil. Pena que, neste versão que está no You Tube, não há a linda introdução feita pelo Moacyr Luz....</summary>
    <author>
        <name>Marcelo Moutinho</name>
        <uri>http://www.marcelomoutinho.com.br</uri>
    </author>
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/">
        <![CDATA[<p>Para quem não viu, o programa "Álbum de retratos", no qual entrevistei Antonio Torres e que foi ao ar pelo Canal Brasil. Pena que, neste versão que está no You Tube, não há a linda introdução feita pelo Moacyr Luz.</p>

<p><iframe width="370" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/gO49pJ31-YU" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>]]>
        
    </content>
</entry>
<entry>
    <title>Literatura e futebol</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/2012/01/literatura_e_futebol_2.php" />
    <link rel="service.edit" type="application/atom+xml" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/cgi-bin/mt/mt-atom.cgi/weblog/blog_id=4/entry_id=1200" title="Literatura e futebol" />
    <id>tag:www.marcelomoutinho.com.br,2012:/blog//4.1200</id>
    
    <published>2012-01-18T15:13:28Z</published>
    <updated>2012-01-18T15:14:00Z</updated>
    
    <summary>O livro &quot;Literatura e Futebol&quot;, que organizei para a editora Abril, está encartado na edição de janeiro da revista Bravo!, já nas bancas. É um &apos;bônus&apos; para quem comprar a revista. Fica a dica para quem queria a publicação e...</summary>
    <author>
        <name>Marcelo Moutinho</name>
        <uri>http://www.marcelomoutinho.com.br</uri>
    </author>
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/">
        <![CDATA[<p>O livro "Literatura e Futebol", que organizei para a editora Abril, está encartado na edição de janeiro da revista Bravo!, já nas bancas. É um 'bônus' para quem comprar a revista. Fica a dica para quem queria a publicação e não encontrava. </p>]]>
        
    </content>
</entry>
<entry>
    <title>Álbum de retratos</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/2012/01/album_de_retratos_1.php" />
    <link rel="service.edit" type="application/atom+xml" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/cgi-bin/mt/mt-atom.cgi/weblog/blog_id=4/entry_id=1199" title="Álbum de retratos" />
    <id>tag:www.marcelomoutinho.com.br,2012:/blog//4.1199</id>
    
    <published>2012-01-17T14:56:12Z</published>
    <updated>2012-01-17T14:57:45Z</updated>
    
    <summary> As fotos acima e abaixo registram instantes da agradável manhã/tarde que passei na casa do escritor Antonio Torres, em Itaipava, para gravar a entrevista que vai ao ar no Canal Brasil na próxima sexta, às 21h. Parte da série...</summary>
    <author>
        <name>Marcelo Moutinho</name>
        <uri>http://www.marcelomoutinho.com.br</uri>
    </author>
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/">
        <![CDATA[<p><a href="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/8.jpg"><img alt="8.jpg" src="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/8-thumb.jpg" width="370" height="208" /></a></p>

<p>As fotos acima e abaixo registram instantes da agradável manhã/tarde que passei na casa do escritor Antonio Torres, em Itaipava, para gravar a entrevista que vai ao ar no Canal Brasil na próxima sexta, às 21h. Parte da série "Álbum de retratos", nosso papo tratou de livros como "Essa terra" e "Um cão uivando para a lua", além da vida de Torres - da infância na cidade de Junco, no sertão baiano, passando pela migração e chegando à consolidação como escritor. Toda a conversa foi conduzida pelas fotos que ele guarda em casa.</p>

<p><a href="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/4.jpg"><img alt="4.jpg" src="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/4-thumb.jpg" width="370" height="208" /></a></p>]]>
        
    </content>
</entry>
<entry>
    <title>Dona, dama, diva</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/2012/01/dona_dama_diva.php" />
    <link rel="service.edit" type="application/atom+xml" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/cgi-bin/mt/mt-atom.cgi/weblog/blog_id=4/entry_id=1198" title="Dona, dama, diva" />
    <id>tag:www.marcelomoutinho.com.br,2012:/blog//4.1198</id>
    
    <published>2012-01-16T19:23:37Z</published>
    <updated>2012-01-16T19:24:44Z</updated>
    
    <summary></summary>
    <author>
        <name>Marcelo Moutinho</name>
        <uri>http://www.marcelomoutinho.com.br</uri>
    </author>
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/">
        <![CDATA[<p><a href="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/euedonaivone.jpg"><img alt="euedonaivone.jpg" src="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/euedonaivone-thumb.jpg" width="370" height="277" /></a></p>]]>
        
    </content>
</entry>
<entry>
    <title>Aniceto do Império</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/2012/01/aniceto_do_imperio.php" />
    <link rel="service.edit" type="application/atom+xml" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/cgi-bin/mt/mt-atom.cgi/weblog/blog_id=4/entry_id=1197" title="Aniceto do Império" />
    <id>tag:www.marcelomoutinho.com.br,2012:/blog//4.1197</id>
    
    <published>2012-01-12T18:33:09Z</published>
    <updated>2012-01-12T18:35:54Z</updated>
    
    <summary>Aniceto do Império, Seu Molequinho e outros bambas que são a gênese do Império Serrano em um curta-metragem de Zózimo Bulbul...</summary>
    <author>
        <name>Marcelo Moutinho</name>
        <uri>http://www.marcelomoutinho.com.br</uri>
    </author>
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/">
        <![CDATA[<p>Aniceto do Império, Seu Molequinho e outros bambas que são a gênese do Império Serrano em um curta-metragem de Zózimo Bulbul</p>

<p><iframe width="370" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/wZ88t4VvkDg" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>]]>
        
    </content>
</entry>
<entry>
    <title>Onde eu nasci passa um rio</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/2012/01/onde_eu_nasci_passa_um_rio.php" />
    <link rel="service.edit" type="application/atom+xml" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/cgi-bin/mt/mt-atom.cgi/weblog/blog_id=4/entry_id=1196" title="Onde eu nasci passa um rio" />
    <id>tag:www.marcelomoutinho.com.br,2012:/blog//4.1196</id>
    
    <published>2012-01-12T18:15:10Z</published>
    <updated>2012-01-12T18:20:03Z</updated>
    
    <summary> Sophia de Mello Breyner Andresen Pesquisador da canção e da teoria da literatura, Leonardo Davino publicou hoje, no Blog da MPB FM, artigo no qual analisa comparativamente a música Onde eu nasci passa um rio, de Caetano Veloso, e...</summary>
    <author>
        <name>Marcelo Moutinho</name>
        <uri>http://www.marcelomoutinho.com.br</uri>
    </author>
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/">
        <![CDATA[<p><a href="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/SophiaMelloBreynerAndresen_e2.jpg"><img alt="SophiaMelloBreynerAndresen_e2.jpg" src="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/SophiaMelloBreynerAndresen_e2-thumb.jpg" width="350" height="206" /></a><br />
<em>Sophia de Mello Breyner Andresen</em></p>

<p>Pesquisador da canção e da teoria da literatura, Leonardo Davino publicou hoje, no Blog da MPB FM, artigo no qual analisa comparativamente a música <em>Onde eu nasci passa um rio</em>, de Caetano Veloso, e o conto <em>Dona Sophia</em>, que integra meu recente livro. Segue o início do texto. Confira a íntegra <a href="http://www.mpbbrasil.com/blog/?id=15">aqui</a>.</p>

<p>"Onde eu nasci passa um rio"</p>

<p>Leonardo Davino</p>

<p>"A narradora-camareira do conto "Dona Sophia", de Marcelo Moutinho, escreve a partir (depois) do contato transformador que ela teve com Sophia de Mello Breyner Andresen. Designada para cuidar da estadia da escritora no hotel em que trabalhava em Manaus, a narradora (sujeito "comum", anônimo) primeiro conhece a mulher (o humano) e só depois, quando a hóspede vai embora, é que ela descobre a poeta. E isso tem muita importância.</p>

<p>"Uma senhora de cabelos cacheados e grisalhos, olhos claros, bem magra. Era dona Sophia. (...) Falava de uma forma estranha, na mesma língua que a gente fala, mas com um som diferente, sei lá. Tive que me segurar para não rir", descreve a narradora.</p>

<p>Publicado na antologia Escritores escritos, é guardado no livro A palavra ausente que o conto "Dona Sophia" produz mais sentido: abre-se a novas possibilidades de entradas. Aqui, fechando um livro que começa com um conto intitulado "Água", "Dona Sophia" traduz o lugar onde a zona de contato entre leitor (ouvinte) e escritor (cantor) se liquefaz, precede preconceitos e instrumentos teóricos.</p>

<p>Sophia de Mello Breyner Andresen revela-se muito próxima da camareira-narradora. A única diferença é que enquanto uma - Sophia (poeta: "como se ouvisse uma música que ninguém mais ouvia e que fazia o corpo mexer") - escreve motivada pelo canto da musa (a poesia), a outra - camareira (anônima - mulher "comum") - escreve motivada pela sereia (a poeta/escritora). "Falava de uma forma estranha, na mesma língua que a gente fala". Ambas irmãs na terra: ambas signos de elemento água em uníssono com a vida (...)".</p>]]>
        
    </content>
</entry>
<entry>
    <title>Gazeta do Paraná e Band News</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/2012/01/gazeta_do_parana_e_band_news.php" />
    <link rel="service.edit" type="application/atom+xml" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/cgi-bin/mt/mt-atom.cgi/weblog/blog_id=4/entry_id=1195" title="Gazeta do Paraná e Band News" />
    <id>tag:www.marcelomoutinho.com.br,2012:/blog//4.1195</id>
    
    <published>2012-01-09T15:16:50Z</published>
    <updated>2012-01-09T15:21:03Z</updated>
    
    <summary>Ontem tive a alegria de ler/ouvir duas ótimas resenhas de A palavra ausente: a de Miguel Sanches Neto em sua coluna na Gazeta do Povo, do Paraná, e a de Luiz Paulo Faccioli na Band News de Porto Alegre. Passo...</summary>
    <author>
        <name>Marcelo Moutinho</name>
        <uri>http://www.marcelomoutinho.com.br</uri>
    </author>
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/">
        <![CDATA[<p>Ontem tive a alegria de ler/ouvir duas ótimas resenhas de <em>A palavra ausent</em>e: a de Miguel Sanches Neto em sua coluna na Gazeta do Povo, do Paraná, e a de Luiz Paulo Faccioli na Band News de Porto Alegre. Passo a passo, o livro vai fazendo sua caminhada. Seguem as análises: </p>

<p><strong>"Quando o conto é poesia"</strong></p>

<p><em>Miguel Sanches Neto</em></p>

<p>"Mesmo sem mercado, o conto continua encantando as novas gerações de escritores, tanto pela brevidade, marca de quem está entregue às urgências de viver, quanto pela proximidade com a poesia. Ele dá a impressão de ser mais literatura do que o romance, esse monstro flácido, pois permite um trabalho de linguagem muito mais eficiente, mais minucioso.</p>

<p>Tal contiguidade entre conto e poesia pode ser encontrada no terceiro livro de Marcelo Moutinho – A Palavra Ausente (Rocco, 2011), em que o escritor carioca cuida de cada frase de seus textos breves. O volume já abre com duas citações poéticas – uma delas vinda da letra de uma música –, antecipando o seu território criativo.</p>

<p>Centro deste campo, a história final trata da visita à cidade de Manaus da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andersen, narrada por uma moça simples que nunca havia lido um livro. Depois de momentos de intensidade com a autora, a jovem recebe como presente uma antologia de seus versos e faz a primeira leitura literária de sua vida. Este é um conto com grande significação na estrutura da coletânea por aproximar a poesia hermética de uma neoleitora, que encontra uma imagem da própria condição mesmo em textos com tantas palavras inalcançáveis. Há uma identificação plena entre seres culturalmente distantes e a poesia passa a ser uma música comum: “Mas depois eu li o livro de novo, e de novo, e vi que, apesar de a gente ser tão diferente e de eu não ter encostado nem ao menos meu dedo na água salgada, pareço muito com Dona Sophia” (p.118). Geralmente tida como inadequada para gostos mais populares, a alta literatura se mostra aqui sedutora também para esta faixa de (não) leitores.</p>

<p>Parece ser esta sobreposição de universos a marca dos contos de Moutinho. Seus temas são, no geral, bem cariocas (futebol, praia, samba, habitantes do morro, motoristas de ônibus...), enfim, a experiência urbana de quem olha o mundo a partir do Rio de Janeiro, sem recair nas tentações naturalistas de linguagem ou de enredo, numa opção pelo lirismo desencantado e pela ambiguidade sutil.</p>

<p>Por conta disso, as histórias surpreendem sem serem estapafúrdias. Dois homens entram no banheiro, e um começa a lavar o outro (“Água”). Cria-se um clima de encontro sexual, mas, aos poucos, sem que a cena seja totalmente revelada, descobrimos uma dolorosa rotina familiar. Esta indução do leitor a um erro de compreensão, levando-o a perceber isso na sequência, é um recurso refinado, do qual Moutinho se vale para desconstruir os chavões narrativos.</p>

<p>Não há um conto que não nos comova, e mesmo temas festivos como o futebol e o samba aparecem dentro de uma visada trágica da condição humana. Em “Jogo-contra”, as partidas de futebol disputadas em campinhos pelos meninos não funcionam como celebração do jogo, da vitória ou da amizade entre os jogadores, mas da união de um pai e de um filho, num momento em que este percebe que o outro começa a desaparecer. As relações familiares, principal pano de fundo dos contos, nunca tendem para o dramalhão dado o projeto do autor de não dizer tudo, de criar espaços de ausência no interior da linguagem. Já quanto ao universo do samba, e contrariando o título, o relato “Folia” quer antes mostrar a tristeza de um marido que ocupa os afazeres da esposa ausente. Ele participa da rotina de uma escola de samba como serviçal, um serviçal principalmente da memória pessoal.</p>

<p>Assim, seus personagens, sejam eles filho, namorado gay, sobrinho, marido, estão passando por experiências de confronto com a fragilidade da vida. Com esta percepção profunda, tratando de questões comuns do cotidiano urbano e com um domínio poético da estrutura narrativa, Marcelo Moutinho reafirma a qualidade do conto brasileiro.</p>

<p>.........................................................................................</p>

<p><strong>"A palavra ausente, de Marcelo Moutinho"</strong></p>

<p><em>Luiz Paulo Faccioli</em><br />
 <br />
"Com exceção dos jogos do Brasil nas Copas do Mundo, tenho pouco ou nenhum interesse em futebol. O que sempre fez a alegria de meus colegas nas aulas de educação física, quando o professor decidia organizar uma pelada, para mim era um suplício. E não queiram por favor assistir a uma demonstração do que consigo fazer com uma pobre bola. Não levo jeito para a coisa, e nem para qualquer outro esporte. Isso não me impediu de eleger um conto que tem o futebol como tema o meu preferido da coletânea A palavra ausente, do escritor e jornalista carioca Marcelo Moutinho, há pouco lançada. Essa é uma dentre tantas surpresas que a boa literatura proporciona: ver de um modo diferente aquilo que sempre nos pareceu banal e que portanto jamais nos despertaria um particular interesse.</p>

<p>O conto em questão chama-se Jogo-contra e é uma das dez histórias breves que compõem o livro. Nele, o guri meio balofo e sem velocidade em campo comete o azarão de marcar o gol da vitória de seu time em uma disputa de bairro. Mas aquele sucesso fortuito vai gerar expectativas que não têm como se concretizar, uma em especial a de o garoto conseguir que o pai se orgulhe de seu talento. Nada mais banal, nada que não se tenha visto inúmeras vezes em filmes da Sessão da Tarde. O leitor já sabe o que vai encontrar quando é anunciada uma revanche. Depois dela, uma terceira e última disputa chamada “melhor de três”. Mas, ao contrário do que acontece com o personagem, o talento do autor vai conduzir um desfecho que se afasta do corriqueiro e leva quase a uma epifania, que não tem nada a ver com o futebol e seus sortilégios. Gol de placa, para seguir o contexto.</p>

<p>Outra belíssima história é a que abre o livro. Água se desenvolve em duas páginas e meia de uma única cena, comum mas sempre tocante, do filho amparando a decrepitude do pai no final da vida. Talvez Isaac B. Singer não aprovasse a estratégia de condensar tanto uma história a ponto de torná-la uma “fatia da realidade”, como ele dizia. Mas os tempos são outros, a realidade virou algo tão rarefeito que faz sentido hoje captá-la num instante que subverte penosamente a lógica da natureza.</p>

<p>Do excelente Dindinha, escolhi um pequeno trecho que conta um passeio a Petrópolis, presente da dinda à sua afilhada, e onde o encantamento infantil conduz a narrativa:</p>

<p>'Na parada da Casa do Alemão, as duas comeram bricohes e bolinhos de carne, e compraram biscoitos amanteigados para na volta amansar a mãe. Já em Petrópolis, depois de visitar o museu e brincar de limpar o piso arrastando os sapatos, foram à casa de Santos Dumont, onde Júlia se divertiu com a escada projetada para se começar a subida com o pé direito — canhota, ela não entendia por nada essa mania de começar tudo com o pé direito. Até o Santos Dumont, meu Deus.<br />
Foram ao Quitandinha, à Casa da Princesa Isabel, ao Palácio de Cristal, e passearam pelas ruas antigas da cidade, as mãos entrelaçadas dizendo mais do que as palavras, Júlia maior por dentro do que por fora.'</p>

<p>"A palavra ausente", de Marcelo Moutinho, Editora Rocco, é minha dica de hoje. Até segunda-feira e boas leituras a todos""</p>]]>
        
    </content>
</entry>
<entry>
    <title>Mais uma Crônica da Corte</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/2012/01/mais_uma_cronica_da_corte.php" />
    <link rel="service.edit" type="application/atom+xml" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/cgi-bin/mt/mt-atom.cgi/weblog/blog_id=4/entry_id=1194" title="Mais uma Crônica da Corte" />
    <id>tag:www.marcelomoutinho.com.br,2012:/blog//4.1194</id>
    
    <published>2012-01-04T17:24:27Z</published>
    <updated>2012-01-04T17:28:55Z</updated>
    
    <summary>Na segunda da semana passada, publiquei novo texto na coluna Crônicas da Corte, do site oficial do Império Serrano. Segue o trecho inicial do artigo. Leia a íntegra aqui. &quot;Sócio-proprietário nº 986&quot; Marcelo Moutinho Meu pai faleceu num dia 31...</summary>
    <author>
        <name>Marcelo Moutinho</name>
        <uri>http://www.marcelomoutinho.com.br</uri>
    </author>
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/">
        <![CDATA[<p>Na segunda da semana passada, publiquei novo texto na coluna <em>Crônicas da Corte</em>, do site oficial do Império Serrano. Segue o trecho inicial do artigo. Leia a íntegra <a href="http://www.gresimperioserrano.com.br/#!__blog">aqui</a>.</p>

<p><a href="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/carteirapai%20%281%29.jpg"><img alt="carteirapai (1).jpg" src="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/carteirapai%20%281%29-thumb.jpg" width="318" height="210" /></a></p>

<p>"Sócio-proprietário nº 986"</p>

<p><em>Marcelo Moutinho</em></p>

<p>Meu pai faleceu num dia 31 de dezembro e, desde sua morte, o réveillon ganhou para mim novo sentido. Não que a tristeza seja senhora, como cantou Caetano Veloso em uma célebre música sobre o samba. Mas há um travo, natural, que remete à fatídica data, enfumaçando ainda mais um período que já é amálgama de reminiscência e esperança.</p>

<p>Conto isso aqui, e pela primeira vez enveredando porum texto de cunho pessoal, porque foi logo após a perda do pai que compreendi certas coisas sobre o Império Serrano, escola de sua – e minha – paixão. Designado pela família como inventariante, me vi obrigado a remexer as coisas do velho. E foi (primeiro) com surpresa e (depois) com uma emoção estranha, mas cheia de barulhos de alegria por dentro, que, entre certidões, extratos, registros, documentos, encontrei esta carteira aí em cima </p>

<p>"GRES Império Serrano, Francisco Moutinho Filho, sócio-proprietário nº 986" é o que registra o papel já amarelado, no qual consta ainda uma imagem raríssima: ele de terno. Curioso, eu não tinha a menor ideia sobre essa associação. Daí o susto. Daí a felicidade aguda que me tomou naquele momento, sintetizando a impressão simbólica de um bastão sendo passado, de um afeto quase genético e inexplicável que vincula um indivíduo e uma escola de samba.</p>

<p>Minhas lembranças da relação do pai com o Império são esparsas. Remetem, por exemplo, a um bar na Rua Carvalho de Souza, próximo à Casa Olga, uma loja de meias. Ele e Roberto Ribeiro tomando chope; eu beliscando sua calça jeans, pedindo ‘vambora’, ‘vambora’, com a estridência de uma criança ainda não iniciada nos códigos adultos. (...)"</p>]]>
        
    </content>
</entry>
<entry>
    <title>Em &quot;O Globo&quot;</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/2012/01/em_o_globo.php" />
    <link rel="service.edit" type="application/atom+xml" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/cgi-bin/mt/mt-atom.cgi/weblog/blog_id=4/entry_id=1193" title="Em &quot;O Globo&quot;" />
    <id>tag:www.marcelomoutinho.com.br,2012:/blog//4.1193</id>
    
    <published>2012-01-04T17:21:55Z</published>
    <updated>2012-01-04T17:23:39Z</updated>
    
    <summary>O suplemento Prosa &amp; Verso, de O Globo, publicou uma resenha bacana de Giovanna Dealtry sobre meu novo livro. Segue o texto: &quot;Além dos sentidos da máquina de lembranças&quot; Giovanna Dealtry &quot;No ensaio “The art of short story”, Ernest Hemingway...</summary>
    <author>
        <name>Marcelo Moutinho</name>
        <uri>http://www.marcelomoutinho.com.br</uri>
    </author>
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/">
        <![CDATA[<p>O suplemento Prosa & Verso, de O Globo, publicou uma resenha bacana de Giovanna Dealtry sobre meu novo livro. Segue o texto: </p>

<p>"Além dos sentidos da máquina de lembranças"</p>

<p><em>Giovanna Dealtry</em></p>

<p>"No ensaio “The art of short story”, Ernest Hemingway afirma que o grande aprendizado sobre a técnica do conto consiste em exercitar a omissão. Algo que o próprio autor sabe sobre a história, mas não compartilha com o leitor. É preciso que o conto assemelhe-se ao iceberg; isto é, mostre apenas sua “ponta”, mas que ainda guarde submersa parte significativa da narrativa. Em “A palavra ausente”, de Marcelo Moutinho, nota-se, em grande parte dos contos, a mesma preocupação em silenciar o que poderia ser explicitado ao leitor. A palavra ausente, nesse sentido, refere-se ao que falta ser dito, mas também à incompletude dos personagens que transitam pelas dez narrativas desse terceiro volume de contos do autor. Há, realmente, uma última palavra a ser dita diante da perda, da separação do companheiro, ou da imagem do pai que se desfigura diante do olhar do filho? É nesse cenário de experiências comuns, onde a palavra impera sob o signo do fracasso, que os personagens de Moutinho parecem se perder entre estas perguntas. </p>

<p>Independentemente da idade, classe social, histórias pessoais, eles configuram a impossibilidade de comunicação plena com o outro, por isso é sempre necessário recorrer à “máquina de lembranças”, metáfora que percorre as narrativas do livro, na tentativa de aproximar-se da sombra do que foi um dia vivido. “É possível que em alguns anos fique apenas a imagem dele, a voz de quem se vai sempre desaparece mesmo.” </p>

<p>Sem o interlocutor, vive-se “nesse hiato entre o que foi e o que virá”, como afirma a narradora de “Cavalos-marinhos” diante da consumação da separação. Talvez, por isso, a recorrência, por vezes excessiva, ao monólogo interior, à visão introspectiva que privilegia o personagem à ação. A voz autoral de Moutinho, como já se afirmava em “Somos todos iguais nessa noite”, detém-se na investigação entre os personagens e seus fantasmas, esse momento de paralisia, quando os sujeitos cristalizam-se durante a espera angustiosa do telefonema que nunca vem, ou em uma viagem de ônibus que cruza a cidade sem parecer sair do lugar. </p>

<p>Emparedados no tempo presente, os personagens lançam mão do arquivo infindável de lembranças e as remontam constantemente, oscilando entre um futuro precário e o desejo de vivenciar o passado ainda por mais um instante. <br />
Em “Folia”, um dos mais belos contos, conhecemos Silas, ex-mestre-sala e atual faxineiro de uma escola de samba. No passado, a mulher, Áurea, era seu par como porta-bandeira. Hoje, sozinho, envelhecido, sua rotina resume-se ao ir e vir entre a casa e a quadra. Ambos espaços remetem à imagem da mulher inesquecível. Dói-lhe “deixar a casa, Áurea, sozinha”, para ir “ver a bandeira em outras mãos — e achar bonito”. </p>

<p>Assim, se a casa guarda todas as marcas de Áurea, o tempo exige de Silas a confrontação com o presente. Não por acaso, é justamente quando o estandarte sobe ao palco nas mãos da jovem porta-bandeira, que ele refugia-se nos banheiros, empurrando “ralo abaixo aquele misto de mijo e desinfetante.” Não é permitido a Silas aventurar-se pelo presente sem, de alguma forma, abandonar ou trair o passado. </p>

<p>No entanto, é no conto que fecha o livro, intitulado “Dona Sophia”, que compreendemos que a proposta de “A palavra ausente” estende-se para além da exploração dos sentidos da “máquina de lembranças”. A protagonista deste conto, uma arrumadeira de um hotel em Manaus, é presenteada por uma hóspede com uma antologia poética de Sophia de Mello Breyner Andresen. O espanto só não é maior por saber que a hóspede atendida era a própria escritora portuguesa. A partir da leitura dos poemas, a protagonista é levada a ressignificar o mundo à sua volta. “Rio é a mãe chamando a gente para o almoço, é o pai entrando na canoa para ir trabalhar (...). Antes de ler o livro de Dona Sophia eu nunca tinha pensado nisso, não. Antes, o rio para mim era só rio.” A literatura surge aqui em sua potência utópica. Incapaz de preencher a falta, plena em provocar novos sentidos para a paisagem ordinária de nossas vidas"</p>

<p><em>* Giovanna Dealtry é professora da PUC-Rio e autora de “No fio da navalha — Malandragem e literatura no samba” (Casa da Palavra/Faperj)</em></p>]]>
        
    </content>
</entry>
<entry>
    <title>No Estadão</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/2012/01/no_estadao.php" />
    <link rel="service.edit" type="application/atom+xml" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/cgi-bin/mt/mt-atom.cgi/weblog/blog_id=4/entry_id=1192" title="No Estadão" />
    <id>tag:www.marcelomoutinho.com.br,2012:/blog//4.1192</id>
    
    <published>2012-01-04T17:19:50Z</published>
    <updated>2012-01-04T17:24:01Z</updated>
    
    <summary>Depois de um tempinho afastado do blog, volto com a ótima matéria publicada no Caderno 2, do jornal O Estado de S. Paulo, sobre A palavra ausente. Quem assina é a Maria Fernanda Rodrigues. Segue o texto: A tristeza poética...</summary>
    <author>
        <name>Marcelo Moutinho</name>
        <uri>http://www.marcelomoutinho.com.br</uri>
    </author>
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/">
        <![CDATA[<p>Depois de um tempinho afastado do blog, volto com a ótima matéria publicada no Caderno 2, do jornal O Estado de S. Paulo, sobre <em>A palavra ausente</em>. Quem assina é a Maria Fernanda Rodrigues. Segue o texto:</p>

<p><strong>A tristeza poética na dor do viver</strong></p>

<p><em>Esse é o tema dos contos de A Palavra Ausente, do carioca Marcelo Moutinho</p>

<p>Maria Fernanda Rodrigues</em></p>

<p>"Em comum, os personagens de A Palavra Ausente (Rocco), livro de contos que o carioca Marcelo Moutinho lança hoje em São Paulo, têm aquela dor que é própria do viver, do estar, ou querer estar, só, e do esperar - um gesto, um sinal, um carinho, uma palavra qualquer.</p>

<p>"Eles têm uma tristeza que eu qualificaria como benigna, poética. A beleza das coisas levemente tristes num tempo de ditadura da alegria", comenta Moutinho. São, de fato, histórias bonitas e simples que retratam pessoas comuns que esperam que a vida entre nos eixos depois de uma perda ou que só se acostumam a viver mais ou menos bem, mais ou menos felizes.</p>

<p>É o caso do filho, adulto, que dá banho no pai doente e ausente no conto Água, que abre o livro. Ou da idosa Dalva em Interlúdio, que ainda espera, como sempre esperou, o toque do telefone. Em Jogo-Contra, um garoto reluta em convidar o pai para assistir ao campeonato de futebol do bairro com medo de fracassar. Supera a insegurança, faz o convite, perde a partida e ainda deixa um prejuízo para o pai, que não liga e está feliz só por estar ali. Morte, separação, demissão são alguns dos temas da obra.</p>

<p>Quando Moutinho viu que a questão da ausência marcava tudo o que vinha escrevendo espontaneamente, tratou logo de criar outras histórias para fechar o livro, que lança agora, dez anos depois de sua estreia com Memória dos Barcos (7Letras). Isso porque ele prefere, como diz, a ideia de "contos orgânicos", que estão na obra por algum motivo, a uma mera coletânea de textos escritos de forma aleatória.</p>

<p>Nesses dez contos, as relações familiares são quase onipresentes. E todas as histórias se desenrolam em ambientes nem tão ricos nem tão pobres, algo que o autor vem buscando desde seu título anterior Somos Todos Iguais Nesta Noite (Rocco) por achar que a classe média baixa seja pouco retratada pela literatura contemporânea.</p>

<p>"Me incomoda um pouco essa concentração de histórias no universo da classe média alta ou da favela e periferia, ignorando um mundo que há no meio e a vida dessas pessoas com seus amores, suas dores e epifanias."<br />
Outros dois temas pouco presentes na literatura contemporânea, apesar de impregnados no imaginário brasileiro, na opinião de Moutinho, são o futebol e o carnaval. Aliás, duas paixões do escritor.</p>

<p>Império Serrano roxo, foi num dos ensaios da escola carioca que ele viu, no banheiro, o senhor responsável pela limpeza dançando com o rodo enquanto empurrava a urina ralo abaixo. "Foi comovente ver a estupenda e contida alegria daquele homem naquela situação, num banheiro com cheiro de mijo, suor e desinfetante barato. Ver a forma como ele, sem nunca ter lido Calvino, intuitivamente, procurou, dentro do inferno, o que não é inferno."</p>

<p>Moutinho, que é também jornalista, deixou o lado repórter para lá e só imaginou como poderia ser a vida desse faxineiro. Criou então Silas, protagonista do conto Folia, que não chega exatamente a dançar com o rodo no banheiro - talvez o faça na imaginação, mas que prepara o uniforme cinza, sem graça, como se fosse dia de desfile e ele ainda fosse o mestre-sala. É nessa rotina que ele procura um sentido para sobreviver aos dias sem Áurea, sua porta-bandeira.</p>

<p>Alguns dos textos já haviam sido publicados em outras coletâneas. Cavalos-Marinhos, por exemplo, foi escrito para Como Se não Houvesse Amanhã (Record), de contos inspirados em músicas da Legião Urbana, e narra o dia da mudança de um casal gay recém-separado.</p>

<p>Embora esteja escrevendo um romance pela primeira vez, Marcelo Moutinho é um grande defensor do conto e receia que o gênero tenha o mesmo destino da poesia dentro das editoras brasileiras, ou seja, pouco espaço e interesse editorial."</p>]]>
        
    </content>
</entry>
<entry>
    <title>Em Sampa</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/2011/12/em_sampa.php" />
    <link rel="service.edit" type="application/atom+xml" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/cgi-bin/mt/mt-atom.cgi/weblog/blog_id=4/entry_id=1191" title="Em Sampa" />
    <id>tag:www.marcelomoutinho.com.br,2011:/blog//4.1191</id>
    
    <published>2011-12-12T21:04:15Z</published>
    <updated>2011-12-12T21:04:39Z</updated>
    
    <summary></summary>
    <author>
        <name>Marcelo Moutinho</name>
        <uri>http://www.marcelomoutinho.com.br</uri>
    </author>
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/">
        <![CDATA[<p><a href="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/VirtualDaVila.jpg"><img alt="VirtualDaVila.jpg" src="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/VirtualDaVila-thumb.jpg" width="370" height="255" /></a><br />
</p>]]>
        
    </content>
</entry>
<entry>
    <title>Álbum de retratos</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/2011/12/album_de_retratos.php" />
    <link rel="service.edit" type="application/atom+xml" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/cgi-bin/mt/mt-atom.cgi/weblog/blog_id=4/entry_id=1190" title="Álbum de retratos" />
    <id>tag:www.marcelomoutinho.com.br,2011:/blog//4.1190</id>
    
    <published>2011-12-09T15:57:59Z</published>
    <updated>2011-12-09T16:00:24Z</updated>
    
    <summary> É hoje a estréia, no Canal Brasil, da série &quot;Álbum de retratos&quot;, criada pelo Moacyr Luz. Os programas - que passarão sempre às sextas-feiras, às 21h, e tem a direção de André Weller - registram encontros nos quais as...</summary>
    <author>
        <name>Marcelo Moutinho</name>
        <uri>http://www.marcelomoutinho.com.br</uri>
    </author>
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/">
        <![CDATA[<p><a href="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/1963-eleenco-maysa.jpg"><img alt="1963-eleenco-maysa.jpg" src="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/1963-eleenco-maysa-thumb.jpg" width="297" height="299" /></a></p>

<p>É hoje a estréia, no Canal Brasil, da série "Álbum de retratos", criada pelo Moacyr Luz. Os programas - que passarão sempre às sextas-feiras, às 21h, e tem a direção de André Weller - registram encontros nos quais as fotos pessoais servem como guia para um papo entre dois artistas. Hoje, Roberto Menescal conversa com Cesar Vilela, que desenhou as célebres capas do selo Elenco (como esta beleza minimalista aí em cima). Meu encontro com Antonio Torres vai ao ar em janeiro.</p>]]>
        
    </content>
</entry>
<entry>
    <title>Na imprensa</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/2011/12/na_imprensa.php" />
    <link rel="service.edit" type="application/atom+xml" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/cgi-bin/mt/mt-atom.cgi/weblog/blog_id=4/entry_id=1189" title="Na imprensa" />
    <id>tag:www.marcelomoutinho.com.br,2011:/blog//4.1189</id>
    
    <published>2011-12-02T15:02:56Z</published>
    <updated>2011-12-02T17:34:01Z</updated>
    
    <summary>. Programa Tempo de Letras, da rádio CBN . Jornal do Brasil . Revista Zé Pereira . Agência Shahid...</summary>
    <author>
        <name>Marcelo Moutinho</name>
        <uri>http://www.marcelomoutinho.com.br</uri>
    </author>
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/">
        <![CDATA[<p>. Programa <a href="http://cbn.globoradio.globo.com/colunas/tempo-de-letras/TEMPO-DE-LETRAS.htm"><em>Tempo de Letras</em></a>, da rádio CBN</p>

<p>. <a href="http://www.jb.com.br/sociedade-aberta/noticias/2011/12/01/dois-grandes-contistas-brasileiros/">Jornal do Brasil</a></p>

<p>. <a href="http://www.revistazepereira.com.br/a-falta-que-nos-faz/">Revista <em>Zé Pereira</em></a></p>

<p>. <a href="http://shahid.com.br/">Agência Shahid</a></p>]]>
        
    </content>
</entry>
<entry>
    <title>Segunda chamada</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/2011/11/segunda_chamada.php" />
    <link rel="service.edit" type="application/atom+xml" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/cgi-bin/mt/mt-atom.cgi/weblog/blog_id=4/entry_id=1188" title="Segunda chamada" />
    <id>tag:www.marcelomoutinho.com.br,2011:/blog//4.1188</id>
    
    <published>2011-11-30T15:28:24Z</published>
    <updated>2011-11-30T15:30:46Z</updated>
    
    <summary> Segunda chamada para o lançamento de &quot;A palavra ausente&quot;, meu novo livro: no próximo sábado, dia 3, a partir das 14h30, na Livraria Folha Seca (Rua do Ouvidor, 37). Será um esquema bem informal, com mesas e cadeiras na...</summary>
    <author>
        <name>Marcelo Moutinho</name>
        <uri>http://www.marcelomoutinho.com.br</uri>
    </author>
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/">
        <![CDATA[<p><a href="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/Virtual%20Folha%20seca%20Marcelo%20Moutinho.JPG"><img alt="Virtual Folha seca Marcelo Moutinho.JPG" src="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/Virtual%20Folha%20seca%20Marcelo%20Moutinho-thumb.JPG" width="360" height="248" /></a></p>

<p>Segunda chamada para o lançamento de "A palavra ausente", meu novo livro: no próximo sábado, dia 3, a partir das 14h30, na Livraria Folha Seca (Rua do Ouvidor, 37). Será um esquema bem informal, com mesas e cadeiras na rua, ao ar livre, e cerveja comprada nos bares próximos. Espero vocês!</p>]]>
        
    </content>
</entry>
<entry>
    <title>Poesia: onde está o leitor?</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/2011/11/poesia_onde_esta_o_leitor.php" />
    <link rel="service.edit" type="application/atom+xml" href="http://www.marcelomoutinho.com.br/cgi-bin/mt/mt-atom.cgi/weblog/blog_id=4/entry_id=1187" title="Poesia: onde está o leitor?" />
    <id>tag:www.marcelomoutinho.com.br,2011:/blog//4.1187</id>
    
    <published>2011-11-29T14:24:01Z</published>
    <updated>2011-11-29T14:26:03Z</updated>
    
    <summary> Paulo Henriques Britto e Carlito Azevedo vão participar, amanhã, da última edição dos Encontros Literários em 2011. &quot;Poesia: onde está o leitor?&quot; será o tema do bate papo, que acontecerá às 19h30, na Biblioteca Municipal de Botafogo (Rua Farani,...</summary>
    <author>
        <name>Marcelo Moutinho</name>
        <uri>http://www.marcelomoutinho.com.br</uri>
    </author>
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/">
        <![CDATA[<p><a href="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/ondeestaoleitor.JPG"><img alt="ondeestaoleitor.JPG" src="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/ondeestaoleitor-thumb.JPG" width="340" height="482" /></a></p>

<p>Paulo Henriques Britto e Carlito Azevedo vão participar, amanhã, da última edição dos Encontros Literários em 2011. "Poesia: onde está o leitor?" será o tema do bate papo, que acontecerá às 19h30, na Biblioteca Municipal de Botafogo (Rua Farani, 53), e será mediado pelo professor de literatura Ricardo Pinto, da UFRJ.</p>]]>
        
    </content>
</entry>

</feed> 


