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De modo geral Escrito em 27 de maio de 2010
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Hoje, a partir das 20h, na Casa da Gávea, vai rolar mais uma edição do De modo geral. O evento, capitaneado pelo Paulo Scott, é um divertido misto de bate-papo, leitura e cantoria, e desta vez os convidados serão Fernando Molica, Raul Mourão, Gilmar Rodrigues, Glauce Guima e Chico Dub.

Scott adianta alguns dos temas da conversa: "Vamos conhecer melhor as motivações artísticas e os novos projetos de Raul Mourão, falaremos sobre mulheres que se apaixonam pelos seus estupradores com o escritor e roteirista Gilmar Rodrigues, conversaremos com Chico Dub sobre o Dancing Cheetah. Além disso, o escritor e jornalista Fernando Molica falará de futebol, curiosidades do cenário político brasileiro e da sua produção literária recente, e, a jovem atriz mineira Glauce Guima tratará da mistura entre teatro e literatura e também do seu trabalho em torno do livro O caderno rosa de Lori Lamby, de Hilda Hilst".

Os ingressos custam R$ 10. A Casa da Gávea fica na Praça Santos Dumont, 16, em pleno Baixo Gávea.

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Futebol e sociedade Escrito em 25 de maio de 2010
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Hoje, no CCBB do Rio, vai rolar mais um debate do ciclo Brasil, Futebol e Livros. O historiador Rubim Aquino, autor de Futebol - Uma paixão nacional (Zahar), e o sociólogo Ronaldo Helal, de A Invenção do país do futebol - Mídia, raça e idolatria (Mauad), conversarão comigo sobre a chegada do futebol ao Brasil, a popularização do esporte, a Seleção Brasileira ao longo das Copas do Mundo, a "construção" dos ídolos e a figura do herói futebolístico no imaginário popular, entre outros assuntos. Será às 18h30, com entrada gratuita. Apareçam!

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Bussunda e Zé Lins Escrito em 20 de maio de 2010
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Dois eventos literários movimentam hoje a cidade. Às 19h, na Livraria da Travessa de Ipanema, o amigo e confrade tricolor Guilherme Fiúza realizará a noite de autógrafos de Bussunda, a vida do casseta (Objetiva). No livro, Fiúza traça um alentado perfil do humorista, lembrando também o aparecimento dos jornal Planeta Diário e da revista Casseta Popular, e reconstituindo a formação do Casseta & Planeta.

Já na Academia Brasileira de Letras (ABL), às 17h30, vai rolar o lançamento comemorativo da centésima edição de Menino de engenho, o romance de José Lins do Rego. Promovido pela editora José Olympio, o evento incluirá leitura de trechos da obra pelo ator Jackson Antunes e debate sobre o trabalho de José Lins do Rego, em mesa composta por Ivan Cavalcanti Proença, José Castello e Walter Lima Jr - este, diretor de filme homônimo baseado no livro, que será exibido ao fim do encontro.

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Primos Escrito em 18 de maio de 2010
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Hoje, a partir das 19h, na Livraria Da Conde, vai acontecer o lançamento do livro Primos - Histórias da herança árabe e judaica (Record). Organizado pelas escritoras Tatiana Salem Levy e Adriana Armony, o volume reúne contos de 20 autores brasileiros descendentes desses dois povos, entre eles os amigos Alberto Mussa, Flavio Izhaki e Alexandre Plosk. Moacyr Scliar, Cíntia Moscovich, Fabrício Carpinejar e Salim Miguel, além das duas organizadoras, também criaram textos especialmente para a antologia.

Segundo Tatiana, “o projeto surgiu da necessidade de mostrar a riqueza e a diversidade dessa herança – da qual ainda se conhece pouco no Brasil –, e ao mesmo tempo pela proximidade entre duas culturas que, embora muitas vezes sejam vistas como opostas, tiveram berço semelhante". "Numa época de conflitos territoriais que tendem à simplificação, queríamos criar um espaço onde essas culturas dialogassem e frutificassem", acrescenta ela.

A Da Conde fica na Rua Conde de Bernardotte, 26 - Loja 125, no Leblon. Estarei lá.

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Ficções 19 Escrito em 14 de maio de 2010
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Hoje, a partir das 19h, na Livraria da Travessa do Leblon, vai ser lançado o número 19 da revista Ficções. Agora editada em parceria pelas editoras 7 Letras e 25, e pela Estação das Letras, a Ficções é dedicada aos contos e mistura, em suas edições, textos de autores novos e nomes já consagrados. Fica, aqui, o convite para o lançamento.

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Sarriá: lembranças da tragédia Escrito em 14 de maio de 2010
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Tinha 10 anos quando a Seleção Brasileira - aquela, sim, digna do nome - perdeu da Itália de Paolo Rossi e acabou eliminada da Copa de 1982, na qual era franca favorita. A derrota do espetacular escrete que contava com craques como Zico, Sócrates e Falcão fez muito mal ao futebol, pois serviu de argumento para os que apostam na falsa dicotomia força/êxito x arte/fracasso. E doeu como poucos revezes doeram na alma dos brasileiros.

As lembranças daquela Copa: eu e meus amigos colocando fitinhas verdes e amarelas nas antenas dos carros em troca de algum dinheiro para ajudar a pagar os enfeites da rua. Nós, juntos, pintando o Naranjito no asfalto, depois de riscar o desenho com caco de telha. Erguendo fios de nylon com fitas de um poste a outro. Marcando pelada para quando terminados os jogos. Ou, em casa, eu e meu pai vendo o Brasil pela TV - e recordo com precisão a cena em que ele, colérico de felicidade, arremessou longe parte do enconsto do sofá quando Júnior marcou o terceiro gol no embate contra Argentina e sambou junto à bandeirinha de corner.

Essas imagens se juntam ao frango de Valdir Peres na estreia, contra a URSS, ao golaço da virada na mesma partida, com Falcão abrindo as pernas para a bola passar e enganando a defesa adversária, à expulsão de Maradona no jogo contra a Argentina, depois que ele deu uma porrada no Batista. E, claro, ao traumático confronto com a Itália.

A disputa na Espanha, em 1982, é minha primeira reminiscência de uma Copa do Mundo, e talvez por isso tenha me emocionado tanto com a crônica que o amigo Luiz Antonio Simas publicou, alguns dias atrás, em seu blog Histórias brasileiras. Com a verve de sempre, Simas relata a experiência pessoal com relação aos 3x2 que nenhum de nós jamais esqueceu. O texto é melancólico, metafísico e, sobretudo, belo. Republico, a seguir, o trecho de abertura. Leia a íntegra aqui.

"O sorvete que eu não tomei"

Luiz Antonio Simas

"Eu achava, simplesmente, que se a seleção ganhasse a Copa a vida seria boa, Deus seria justo e eu, feliz.
Ganhar o mundial, todo mundo sabe, é menos prova de competência que a confirmação do destino - e o nosso destino, em 1982, era mesmo levar a taça, confirmando a máxima de que a nêga é minha, ninguém tasca, eu vi primeiro.
Era, além disso , a chance de dizer aos mais velhos, que me matavam de inveja porque tinham visto o escrete papar a Jules Rimet em 1970: eu também vi o Brasil ser campeão do mundo e está provado que a derrota em 1978 não foi minha culpa (...)".

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Mila e Mafalda Escrito em 12 de maio de 2010
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Do Twitter (com enxertos) Escrito em 12 de maio de 2010
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. Ótimo o texto do Chico Bosco publicado, hoje, em sua nova coluna no Segundo Caderno (O Globo). Dos colunistas estreantes no jornal, foi até agora o mais consistente;

. Merecidos os prêmios (melhor espetáculo, direção, atuação masculina protagonista) da Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro (APTR) para a peça In on it. O texto, a direção (de Enrique Diaz), as interpretações (de Fernando Eiras e Emilio de Mello) são mesmo excelentes, numa montagem que encontra sintonia fina entre drama e humor;

. O melhor artigo sobre a convocação da Seleção Brasileira (publicado antes) foi escrito por um argentino: Juan Pablo Varsky, ontem, na Folha de S. Paulo. Entre outras coisas, ele diz ao nosso técnico: "Compreendo que o futebol também é ordem e solidez. Mas, meu caro Dunga, não se esqueça da técnica, do toque de bola. Tente fazer com que sua equipe exiba alguma arte. Os amantes do futebol brasileiro agradecem". Leia a íntegra aqui;

(Sobre a convocação, aliás, não farei mais comentários, além dos que já publiquei no Twitter. É uma equipe coerente com o pensamento de Dunga - aquele que julga ser necessário experimentar na pele a ditadura ou a escravidão para podermos avaliar se são boas ou ruins. O pensamento de Dunga é prisioneiro de um trauma, as duríssimas críticas que recebeu por conta da Copa de 1990, e seu rancor, ódio mesmo, ao que pode haver de "arte" no futebol se reflete na escalação do time que vai à África do Sul. Há, no time de Dunga, atletas que já não jogam bem há tempos, e outros que nunca jogaram nada. Se isso é coerência (para mim, é pura turra), eu prefiro ser uma metamorfose ambulante)

. Na boa matéria de Leonardo Lichote com Michael Sullivan, ontem, no Segundo Caderno (O Globo), pudemos descobrir que o autor de tantos sucessos é, além de compositor, ficcionista: Sullivan negou a existência do jabá na música;

. Para anotar na agenda desde já: na próxima terça, a partir das 19h, na Livraria Da Conde ((Rua Conde de Bernadotte, 26 - Loja 125), vai rolar o lançamento do livro Primos - Histórias da herança árabe e judaica (Editora Record). Como o próprio título sugere, a volume reúne contos de escritores brasileiros de origem árabe e judaica, entre eles autores de mão cheia como Alberto Mussa e Flavio Izhaki. As organizadoras do livro, cuja linda capa tem a assinatura pela amiga Mariana Newlands, são Tatiana Salem Levy e Adriana Armony;

. Por falar em literatura, fiquei feliz com a confirmação de Benjamin Moser, autor da recém-lançada bigrafia Clarice, na próxima edição da Flip. Já o ouvi (numa palestra na Livraria da Travessa), e ele rende muito bem: sua fala é clara e tem solidez. Bem que podiam convidar a Nádia Battella Gotlib, do ótimo Clarice - Uma vida que se conta (livro anterior ao de Moser) para fazer par com ele em uma mesa sobre a escritora.

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Afrolatinidades Escrito em 11 de maio de 2010
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A Songoro Cosongo será a banda residente da série no CCBB

A amiga Monica Ramalho informa: hoje vai rolar a estreia da série Afrolatinidades, que terá como palco o CCBB do Rio. A proposta do ciclo é traçar um panorama da atual música afro-latina, com atrações nacionais e internacionais, entre elas artistas que nunca se apresentaram no país (caso de Francisco “Pancho” Amat, de Cuba) e outros que já dialogam com o cancioneiro brasileiro há décadas, como o uruguaio Hugo Fattoruso - ele gravou com Chico Buarque e Maria Bethânia.

A Songoro Cosongo, formada em 2005, no Rio, por músicos da Argentina, Colômbia, Venezuela, do Chile e do Brasil, a banda residente de toda a série, que continuará em cartaz nos dias 18, 25 de maio e 1 de junho, sempre às 12h30 e às 19h, com ingressos a R$ 6. A própria banda, aliás, exemplifica bem o mote do projeto, já que cada integrante veio de um país da América Latina. “Vamos ilustrar musicalmente dois países por show, o que é um desafio dos grandes. Penso em repertórios que sejam muito gostosos de acompanhar, seja tocando ou ouvindo”, diz o curador do evento, o chileno chileno Arturo Cussen, que integra a Songoro Cosongo.

Mais informações sobre o Afrolatinidades podem ser obtifdas pelo telefone 21 3808-2020.

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Caixa de desejos Escrito em 11 de maio de 2010
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A amiga Ana Cristina Melo vai lançar hoje seu primeiro livro, o infantil Caixa de desejos (Usina de Letras). Será na Livraria Argumento (Rua Dias Ferreiras, 447 - Leblon), a partir das 19h. Ana é uma escritora que promete voar longe e cujo talento pude conferir de perto na oficina de contos que ministrei na Estação das Letras há cerca de um ano e meio. Estarei na Argumento à noite para pegar seu autógrafo no trabalho de estreia.

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Cidades por escrito Escrito em 03 de maio de 2010
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Rio de Janeiro, em registro do pioneiro fotógrafo Marc Ferrez

Promete ser interessantíssimo o curso Cidades por escrito, que o Instituto Moreira Salles do Rio vai promover entre os dias 13 de maio e 24 de junho. Concebido pelo escritor e professor Eucanaã Ferraz, consultor de Literatura do IMS, o curso tratará das relações entre literatura e espaço urbano nas obras de sete autores: Gustave Flaubert (Paris), Franz Kafka (Praga), Jorge Luis Borges (Buenos Aires), Fernando Pessoa (Lisboa), Machado de Assis (Rio de Janeiro), João Cabral de Melo Neto (Sevilha) e Clarice Lispector (Brasiíia).

As aulas - sempre às quintas-feiras, das 19h às 21h - serão ministradas por pesos-pesados da crítica: Samuel Titan Jr. (Flaubert), José Miguel Wisnik (Machado), Modesto Carone (Kafka), Cleonice Berardinelli (Pessoa), Davi Arrigucci Jr. (Borges), Antonio Carlos Secchin (Cabral) e Carlos Mendes de Sousa (Clarice).

O diálogo da arte com a cidade é um assunto que me instiga há muito tempo. Quando cursei a pós-graduação em Comunicação e Imagem na PUC, o trabalho final - A nostalgia da alma - A imagem nos filmes de Wim Wenders - versou justamente sobre esse tema. O estudo jogava luz nas conexões entre três filmes do cineasta alemão (Paris, Texas, Asas do desejo e O céu de Lisboa) e o local onde suas histórias se desenrolavam: Texas, Berlim e Lisboa. A antologia Prosas cariocas - Uma nova cartografia do Rio e o livro Canções do Rio: a cidade em letra e música foram outras incursões nessa reflexão.

Já fiz, portanto, minha inscrição no curso do IMS. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 21 3284-7400 ou aqui.

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