
Já ia me esquecendo de anunciar aqui, em tom de entusiasmada saudação, o novo site que pintou na praça. Refiro-me ao blog A literatura na poltrona, do jornalista e escritor José Castello. No espaço, ele fala, evidentemente, sobre livros - os primeiros posts tratam de Fernando Pessoa, Roland Barthes, H. G. Wells e Lygia Fagundes Telles - e com a mesma elegância que caracteriza sua coluna no suplemento Prosa & Verso (O Globo).
Sou antigo admirador de Castello. Sua biografia de Vinícius de Moraes (adequadamente intitulada O poeta da paixão) e a magnífica seleta Inventário das sombras, na qual perfila escritores como Clarice Lispector, Manuel de Barros e Caio Fernando Abreu, são exemplos de obras ao mesmo tempo plenas de conteúdo e claríssimas na forma.
Quando lancei Somos todos iguais nesta noite, não nos conhecíamos e Castello ainda não era colunista de O Globo. Na ocasião, ele foi responsável por uma das melhores resenhas que saíram de meu livro (confira aqui). Aliás, o que mais valorizo em suas análises é exatamente o cuidado permanente de não perder a dimensão do leitor, de se manter sempre suscetível à descoberta, traço raro num tempo de exames tão técnicos quanto frios.
No blog, Castello retoma o título de seu mais recente trabalho, no qual defende que a literatura não deve perder o "vínculo díficil" que mantém com a vida cotidiana (leia mais sobre a obra aqui). Recomendo desde já - o livro e o blog.
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