
Ressuscitando um tipo de casa noturna que parece em extinção, os amigos Hugo Sukman e Luís Pimenta inauguram, amanhã, o piano-bar Lapinha. O nome é uma referência carinhosa ao bairro onde se localiza (esquina da Rua Mem de Sá com a Rua do Lavradio) e, principalmente, à cantora lírica e atriz Joaquina Maria da Conceição Lapa, brasileira que fez muito sucesso em Lisboa no final do século XVIII, e ficou conhecida como Lapinha. É ela quem aparece na logomarca da casa, assinada pelo artista gráfico Mello Menezes.
Rui Quaresma, também sócio da casa, explica como Mello desenhou a logomarca: “Na ausência de registros iconográficos, o artista acendeu uma vela, tomou um gole de marafu e, em profundo transe, aguardou o contato de Lapinha. Mas, segundo ele, por um problema de conexão, ‘baixou’ a Anastácia. Ele agradeceu a deferência e, trocando de frequência, conseguiu uma conexão visual, mesmo que em preto e branco, da grandiosa diva Joaquina Maria da Conceição Lapa, nossa Lapinha pioneira. E psicografando o mestre Rugendas, traçou a imagem daquela que dá nome ao nosso piano-bar, também pioneiro, na Lapa”.
O show de estreia vai promover um encontro entre a Zona Sul e a Zona Norte, personificadas nos cantores Leny Andrade e Nei Lopes. A ideia dos sócios é justamente abrir espaço para a chamada "canção". "Queremos mostrar grandes nomes da música nacional como o público nunca viu, num ambiente íntimo, despojado e aberto à criação”, resume Teresa Quaresma, a produtora do Lapinha.
A programação do piano-bar, que inclui shows solo de Leny e apresentações de Carlos Malta com o Pife Muderno, pode ser conferida aqui.
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