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Como se não houvesse amanhã Escrito em 24 de março de 2010
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No começo do ano passado, o amigo Henrique Rodrigues (o Buddy) teve a ideia de unir duas de suas paixões - a literatura e a banda Legião Urbana - num só projeto. Ele conversou com escritores de várias partes do país, no afã de descobrir quais deles tiveram ou tem essa mesma afinidade eletiva. O objetivo era juntá-los num livro, cujos contos seriam inspirados nas canções da Legião.

Terminada a seleção, Henrique chegou a 20 nomes e apresentou o projeto para a Record, que logo topou a parada. O livro ganhou título inspirado num dos mais célebres versos da banda - Como se não houvesse amanhã - e será lançado no Cinematheke Jam Club no próximo sábado, data em que Renato Russo completaria 50 anos de idade. Todos os discos da carreira estão contemplados com pelo menos uma música/conto.

Sou um dos autores da antologia, com muito orgulho, até porque sempre fui admirador da banda. Estive nos dois últimos shows da Legião no Rio - Jockey e Metropolitan -, tenho todos os discos e a caixa cor de cobre que traz a obra (então) completa. Talvez por isso tenha hesitado tanto na escolha da canção que serviria de inspiração para o conto. Pensei, inicialmente, em Andrea Doria, uma das minhas preferidas. Cogitei também Teatro dos Vampiros. Mas acabei escrevendo uma história baseada em Vento no litoral.

A meu lado, no livro, estão Alexandre Plosk (Que país é este), Ana Elisa Ribeiro (Andrea Doria), Carlos Fialho (Faroeste caboclo), Carlos Henrique Schroeder (Há tempos), Daniela Santi (Será), João Anzanello Carrascoza (Pais e filhos), Manoela Sawitzki (Giz), Mariel Reis (Música de trabalho), Maurício de Almeida (Sagrado coração), Miguel Sanches Neto (Meninos e meninas), Nereu Afonso (Ainda é cedo), Ramon Mello (Sereníssima), Renata Belmonte (Por enquanto), Rosana Caiado Ferreira (Eduardo e Mônica), Sérgio Fantini (Música urbana 2), Susana Fuentes (Quando o sol bater na janela do seu quarto), Tatiana Salem Levy (Tempo perdido), Wesley Peres (Monte Castelo) e o próprio Henrique (Acrilic on canvas).

Como disse o Buddy, é um livro "para ler no volume máximo". Esperamos vocês no sábado, pois.

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