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Sérgio Cabral Escrito em 19 de janeiro de 2010
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"(...) Nasceu no Andaraí um gênero musical que o carioca viria a adotar como uma linguagem para todas as circunstâncias. Quando, por exemplo, a seleção brasileira goleava a Espanha por seis a um, na Copa do Mundo de 1950, uma multidão calculada em 200 mil pessoas festejou cantando “Touradas de Madri”, de João de Barro e Alberto Ribeiro. João de Barro, que assistia ao jogo na arquibancada, não conseguia parar de chorar, nem mesmo quando um torcedor, irritado com o pranto, berrou: “Pode chorar, espanhol!”

Já que o carioca gosta de contar anedota, a marchinha foi a linguagem escolhida por alguns compositores, como na “Piada de salão”, de Klecius Caldas e Armando Cavalcanti: “Um sujeito que era gago/ Procurou um botequim/ Chegou perto do gerente/ Outro gago bem ruim/ E disse assim/ Eu estou, tou, tou, tou/ Onde é que está tá tá ta/ Mas o outro gaguejou/ Chi! tra ra ra ra ra” (...)".

(Trecho do livro Canções do Rio)

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