
. Iniciando os trabalhos de 2010, queria recomendar dois textos. O primeiro deles, publicado pelo amigo Fernando Molica em seu blog, trata da polêmica árvore da Lagoa. "Quem, de um modo geral, se queixa da árvore de Natal da Lagoa não reclama da árvore. Até pode fazer comentários sobre a dita cuja, realçar seu anacronismo, seu caráter um tanto quanto kitsch. A maioria finge se importar com o aumento no trânsito, com o estacionamento ilegal. Mas, no fundo, o que lhes incomoda não está dentro da Lagoa nem em suas pistas destinadas a carros, ônibus e motos. O calo que lhes irrita e ofende é o povo que se aglomera para ver a árvore", escreve Molica, para em seguida tratar do tema sob uma perspectiva diferente: a daqueles que vêm com a família, do subúrbio, para ver a árvore. Leia aqui.
. O segundo texto, do amigo Carlos Andreazza, refere-se à abjeta recomendação da "promoter" Carol Sampaio, da GRES Grande Rio, para os "artistas" (sic) e socialites" que desfilarão na escola (sic), homenageando o enredo dos mendigos de Joãozinho Trinta. Vale lembrar que o enredo da escola (sic) presta tributo aos 30 anos do Camarote da Brahma, mas a Grande Rio tenta disfarçar essa bizarrice lembrando desfiles célebres. Leia a pancada do Andreazza aqui.
. O livro Canções do Rio, que idealizei e tive o prazer de organizar, já saiu do forno. A obra conta com ensaios de João Máximo, Sérgio Cabral, Nei Lopes, Ruy Castro, Hugo Sukman e Silvio Essinger, que explicam como a cidade foi historicamente cantada nos mais diferentes gêneros musicais. Em breve, dou informações sobre o lançamento.
. Há muito tempo não tinha tanta expectativa com relação a uma minissérie como no caso de Dalva e Herivelto, que estréia hoje, na TV Globo. O livro do Pery Ribeiro, que o descreve sob a perspectiva do elo mais frágil da confusão - o do filho -, já dá uma boa ideia do conflito (e do panorama musical do Brasil na época). Com imagens que recontituem aquele tempo e as músicas que nasceram da confusão, a minissérie promete.
. A viagem à Amazônia teve muito sol, muitos bichos e muitas leituras. A saber: Leituras de viagem: Morreste-me (Jose Luis Peixoto), Samba de enredo - História e arte (na prova, Alberto Mussa e Luiz Antonio Simas), Não vem que não tem - A vida e o veneno de Wilson Simonal (Ricardo Alexandre), Poemas escolhidos (Sophia de Mello Breyner Andresen), A criança em ruínas (Jose Luis Peixoto), Se eu fechar os olhos agora (Edney Silvestre), Sinuca debaixo d'água (Carol Bensimol) e Minha fama de mau (Erasmo Carlos).
. O cara é superticioso, adora o número 13 e nasceu naquele que seja o país com a alma mais "trágica" da América do Sul. Tenho a impressão de que El Loco Abreu pode mesmo dar certo no Botafogo.
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