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Escada qualitativa
Escrito em 30 de setembro de 2009

Sempre reclamo da escadinha qualitativa que crítica, editores e imprensa costumam fazer com relação aos gêneros literários, na qual o romance aparece no andar de cima, o conto no do meio, e a poesia no mais rente ao chão, numa escala que sugere juízo de valor prévio de acordo não com excelência, mas com extensão do escrito.
Agora, parece que conto e poesia desceram mais um degrau. Na matéria publicada hoje em O Globo sobre o Prêmio Jabuti, assinada pelo bom repórter Guilherme Freitas, os vencedores do gênero reportagem são citados logo em seguida aos do romance. É pena.
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