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Alergia a 'tijolões' Escrito em 03 de agosto de 2009
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Em seu ótimo blog, o Paulo Roberto Pires fez hoje uma confissão que certamente vai receber muitos olhares enviesados, já que afetação é artigo que nunca falta nas estantes do mundo literário. "Tenho horror a livro grosso", revela Paulo, para meu gáudio particular. Isso porque também reluto muito em encarar os chamados 'tijolões'. Recomendo a leitura do bem-humorado texto, cujo trecho inicial republico a seguir. Confira a íntegra aqui.

"Tenho horror a livro grosso. Ou melhor, a livro grosso que tenha sido escrito e publicado nos últimos 30 anos – Thomas Pynchon incluído. Pois a concisão é, definitivamente, uma virtude de nosso tempo. Não que o mundo deva ser feito de Dalton Trevisan ou David Markson, mas um Ian McEwan ou um Milton Hatoum mostram com brilhantismo que o limite das 400 e poucas páginas é sinal de bons modos literários.

Ok, “As benevolentes” bate quase mil páginas, assim como as obras seminais dos nouveaux génies Roberto Bolaño e David Lencinho Forster Wallace. Tudo caudaloso - ou prolixo, vocês escolhem. Pessoas que respeito me dizem “vale a pena”. Eu acredito. Mas não encaro. Ou melhor, uso minha escala Hermeto Paschoal: ele tem todo o direito de fazer show de cinco horas e meia, amarradão, assim como eu tenho de me retirar quando estiver bom para mim – no livro de Jonathan Littell, por exempo, parei nas 300 e poucas e pedi que o Arthur Dapieve me contasse o final. (...)"

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