
Fico sabendo, através do blog Pendura essa, do querido Paulo Thiago de Mello, que o Villarino completou 56 anos ontem. A notícia me deixa feliz. Não só porque o Villarino, com suas paredes históricas, seus garçons à antiga, seu recato elegante, é meu lugar preferido para beber aqui perto da OAB, mas também pela capacidade de resistência.
Explico: como bem observa o Paulo, trata-se de um clássico representante do bar-uisqueria, modelo que vem desaparecendo. Penso no Villarino e lembro do saudoso Bico Doce, onde dividi boas conversas e muitos copos (eu, cerveja; ele, uísque) com o Antonio Torres. Ambos, espaços boêmios singulares, cheios de personalidade.
Paulo lembra do clássico primeiro encontro entre Tom e Vinícius, ocorrido no Villarino, e conta que o estabelecimento só não sumiu "graças à obstinada determinação de seu Antonio, que recusou inúmeras ofertas de compra do lugar, inclusive do Bradesco e da Drogaria Pacheco". Leia o texto do Paulo aqui. E vida longa ao Villarino!
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