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Sou mais Truffaut Escrito em 30 de janeiro de 2009
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Houve um tempo em que as pessoas se dividiam entre aquelas que eram pró-Godard e aquelas que eram pró-Truffaut. Isso foi um pouco antes da época em que eu comecei a ter uma (vaga) noção sobre as coisas, inclusive o cinema. Mas lhes digo: nessa peleja, sou Truffaut desde criancinha. Talvez porque embora os dois diretores tenham feito, de suas obras, ode e reflexão sobre a Sétima Arte, Godard acabou se enredando completamente nos jogos de metaliguagem, enquanto Truffaut nunca deixou que seus filmes perdessem contato com aquilo lhes fornecia viço e matéria-prima: a vida das pessoas. Mais que isso: nunca fez, da chatice, signo de genialidade (perdida?).

Sou Truffaut, e não Godard, assim como sou Camus, em vez de Sartre. Ou mais Clarice que Rubem Fonseca. E minha paixão está estampada nas paredes lá de casa: pôsters de Jules e Jim - Uma mulher para dois e de O homem que amava as mulheres (este que já me rendeu uns olhares enviezados de F.).

Mas por que falar em Truffaut hoje? Simples, muito simples. Porque acabo de saber que, na esteira das comemorações do Ano da França no Brasil, a Caixa Cultural está promovendo uma sensacional mostra com os filmes do diretor. Hoje, por exemplo, serão exibidos o já citado O homem que amava as mulheres e o delicioso A noite americana, poderosa e lírica homenagem ao ofício de quem faz cinema, à arte de brincar com a ilusão. Filmaço.

No fim-de-semana, ainda tem Na idade da inocência, A história de Adèle H, A noiva estava de preto e Atirem no pianista. A mostra segue até dia 8 de fevereiro, com ingressos bem em conta: R$ 4 (inteira), R$ 2 (meia) e R$ 10 (passaporte para oito sessões). Confira a programação completa aqui.

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Império na Ouvidor Escrito em 29 de janeiro de 2009
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Luiza Dionízio, imperiana de fé, vai cantar sambas ligados à escola

Programaço para o sábado à tarde: a partir das 15h, vai rolar na Rua do Ouvidor uma grande roda de samba que terá como atrações o Zé Luiz do Império Serrano, presidente da Velha Guarda Show da escola, e a excelente Luiza Dionizio. A idéia é prestar uma homenagem ao Império a partir de seus sambas de terreiro e de seus magistrais sambas-enredo, além de músicas compostas por imperianos como Délcio Carvalho e Dona Ivone Lara, e de sucessos de Roberto Ribeiro.

Estenderemos uma bandeira da escola e exibiremos o protótipo da fantasia da ala das baianas. Haverá, também, venda de camisas do carnaval 2009 e da II Festa do Imperiano de Fé. A roda será promida pelos restaurantes Antigamente e Casual, pela Livraria Folha Seca e pelo bar Toca do Baiacú. A entrada é gratuita.

P.S. Amanhã acontecerá o último ensaio técnico do Império na Sapucaí. Mais uma vez a agremiação levará todos os seus setores para desfilar. O batuque começa às 21h, com arquibancadas abertas ao público.

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Relendo o choro Escrito em 28 de janeiro de 2009
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O grupo Tira Poeira será uma das atrações da série no CCBB

Quem avisa é a queria Monica Ramalho: o CCBB apresentará, a partir do dia 3 de fevereiro, a série Relendo o choro. O evento vai traçar um panorama do gênero em suas vertentes contemporâneas. Segundo a Monica, "a proposta é reinventar, no palco do Teatro II, o ritmo criado há mais de 150 anos nas ruas da Lapa carioca, inserindo uma guitarra elétrica aqui, um improviso acolá. Tudo isso na maior reverência aos seus fundadores".

Serão, ao todo, quatro apresentações até dia 3 de março, com um breve intervalo de uma semana por conta do carnaval. O Novo Quinteto inaugurará a série, seguido pelo Quatro a Zero (dia 10) e pelo conjunto Moderna Tradição (dia 17). Caberá ao grupo Tira Poeira encerrar a temporada. Os shows serão realizados às 12h30 e às 18h30, com ingressos a R$ 6 (meia-entrada para estudantes e maiores de 65 anos), sob a direção de Frederico Barros.

O CCBB fica na Rua Primeiro de Março, 66 - Centro. Mais informações: 3808-2020.

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Benjamin Button Escrito em 28 de janeiro de 2009
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O curioso caso de Benjamin Button tem todos - reitero: todos - os defeitos do chamado 'cinemão'. É excessivo quando deveria ser sutil, é açucarado quando se pretende poético e apela sem reservas ao sentimentalismo mais barato. É verdade que o filme de David Fincher tem também a principal qualidade da produção made in Hollywood: a quase perfeição técnica (com destaque para o impressionante trabalho de maquiagem).

Não li o conto de F. Scott Fitzgerald que lhe deu origem, embora tenha ficado bastante curioso. Amigos que o leram recomendaram fortemente, e a premissa é, de fato, engenhosa: a história de um homem que nasce velho e vai rejuvenescendo à medida que os anos passam. Um homem que vive na direção contrária de seus pares.

No filme (ignoro se no conto também), o conflito principal se dá quando o protagonista, envolvido com a mulher por quem foi apaixonado desde a infância (velhice?), conclui que não há futuro ao lado ela. Afinal, como ter filhos, como criar os filhos, se seu amanhã é fatalmente tornar-se uma criança?

Durante a sessão, me peguei pensando na dureza que é se ter a consciência sobre a finitude das relações amorosas, de amizade - na finitute de todas as coisas. Pensei também se não seria uma dádiva a inversão experimentada pelo protagonista: amadurecer internamente enquanto o corpo ganha jovialidade.

Mas, passados alguns dias, percebi que não. Que malgrado a doída consciência de que a morte nos espera - irremediavelmente - ainda mais terrível seria morrer sem a lembrança da trajetória cumprida, com seus altos e baixos. Sem o afago - ainda que pequenino, frágil - da memória.

Benjamin Button morre no branco total, no zero, no nada absoluto. E talvez por isso o filme seja tão triste.

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Para Adélia Escrito em 26 de janeiro de 2009
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Recebi a crônica abaixo hoje pela manhã. Ao ler, lembrei da palestra que a Adélia Prado proferiu numa das edições da Flip (e que o Henrique, inclusive, menciona no texto). Foi uma fala à flor da pele, que deixou o público comovido e cuja força se originou da combinação, aparentemente paradoxal, entre simplicidade (da forma de olhar para as coisas) e epifania (ao ver, nas coisas, para além delas). A crônica do HR, que reproduzo a seguir, fala mais ou menos disso.

"Adélia me pôs para dormir"

Henrique Rodrigues

"Hoje à tarde vi Adélia Prado na televisão. Depois de almoçar com a família, prostrei-me no sofá e de repente me vi zapeando, até que o dedo parou tão logo visse a mineira, acredito que a nossa mais importante escritora em atividade. Falava de coisas extremamente simples e essenciais, como o fato de a arte ser voltada para o sentimento, não para a lógica, e que a poesia existe porque nós não nos contentamos com a instância ordinária das coisas: precisamos do extraordinário.

Porém, como tivesse comido feijoada com a voracidade dominical, e os meus recursos internos se concentrassem na difícil extração digestiva daqueles nutrientes inusitados, fui adormecendo.

E dormi um sono em que Adélia continuava sua conferência. No surrealismo desse estado, em vez de falar para a platéia numerosa e atenta do programa gravado, a poeta conversava apenas e diretamente comigo. E era como se me lembrasse de coisas das quais já havia me esquecido, ou então alertava para que não as esquecesse. Aquele ensinamento íntimo abarcou desde questões técnicas da escrita até a necessária manutenção de um olhar que retirasse literatura da vida, mas que depois não deixasse de devolver para a mesma vida o que eu viesse a construir ou modificar pela arte da palavra.

Em dado momento, devo ter balbuciado que não estou mais escrevendo poemas porque fiquei cansado, embora depois talvez volte. Em vez de me fazer refém da minha própria inspiração e sugerir uma continuidade forçada, ouvi uma frase que dizia algo como “o tempo da poesia é um tempo diferente e deve ser respeitado”. Foi um alívio que me fez despertar, no momento final do programa, quando ela começava a ler seus poemas.

Adélia chora ao ler alguns dos seus textos. Quem esteve na Festa Literária de Parati ano retrasado certamente conferiu e partilhou com ela essa experiência de se emocionar diante da beleza pura e aguda das palavras. Pelo que me lembro, foram raros os que não choraram também, mesmo os que, como eu, só puderam assistir pelo telão. Hoje eu não chorei, mas sorri enquanto me esticava no sofá feito um gato preguiçoso. Levantei-me e fui conferir minha mãe e meu irmão tirando um cochilo, cada um no seu canto. Olhando-os assim, pensei, ainda sonolento, que eles são o meu grande poema.

E agora, madrugada de domingo para segunda, antes de entrar no sono para começar uma nova jornada rumo ao cotidiano prático e ordinário, rogo para que as doces palavras de Adélia Prado voltem a frequentar meus sonhos e os transcenda rumo à vida. E que aquela espécie de acalanto nos inspire a buscar o extraordinário ao longo de todo o dia."

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A sabedoria do Simas Escrito em 23 de janeiro de 2009
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- Simas, a entrega do Oscar é no domingo de carnaval. Você acha que a Globo deve transmitir o Oscar ou o desfile da Sapucaí?
- Tanto faz. O Oscar deve começar durante o desfile da Grande Rio, o que dá no mesmo.

Simas, no caso, é o grande Luiz Antônio Simas, que mantém o referencial blog Histórias do Brasil, de onde tirei o diálogo acima.

P.S. Sobre a Grande Rio (e ainda que se trate da Grande Rio), causa espécie que nem mesmo os cronistas atentos do carnaval (eles são cada vez menos) tenham se espantado (escandalizado?) com o enredo escolhido pela escola para 2010: os 20 anos do camarote da Brahma. Seria medo de perder a boquinha?

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Império na AABB Escrito em 22 de janeiro de 2009
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Amanhã (e nas próximas três sextas-feiras) o Império Serrano fará ensaio-show na AABB da Lagoa (Av. Borges de Medeiros, 829). O batuque vai começar às 23h, e os ingressos custam R$ 40 (R$ 20 na compra antecipada ou para estudantes). O intérprete oficial da escola, Nêgo, e mestre Átila, que comanda a melhor bateria do Brasil, são presenças confirmadas.

Em breve, trarei informações sobre outros dois eventos que estão sendo gestados: a II Festa do Imperiano de Fé e o espetáculo no Teatro Rival.

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Folha Seca, 5 anos Escrito em 20 de janeiro de 2009
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Hoje, a partir das 14h, vai rolar a comemoração dos cinco anos da Livraria Folha Seca, nosso refúgio etílico-futebolístico-literário na Rua do Ouvidor. E a festa, claro, acontecerá ao som de uma grande roda de samba, que estará postada em frente à livraria.

A data - Dia de São Sebastião, padroeiro da cidade - tem tudo a ver com a Folha Seca. Que é, mais do que qualquer outra coisa, a cara do Rio de Janeiro.

Parabéns ao Rodrigo e à Dani. E salve a Folha Seca!

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Pra tudo se acabar na quarta-feira Escrito em 16 de janeiro de 2009
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Relendo sobre e ouvindo sambas-enredo para um artigo que me foi encomendado, ando (novamente) encantado com o hino defendido pela Vila Isabel em 1984 - um ano, diga-se, pleno de composições de altíssima qualidade (alguns exemplos: Portela, com Contos de areia; Mangueira, com Yes, nós temos Braguinha; Estácio de Sá, com Quem é você; Mocidade Independente, com Mamãe eu quero Manaus; Salgueiro, com Skindô Skindô).

A composição feita pelo Martinho da Vila para sua escola (e que ganhou o Estandarte de Ouro) trata daqueles que constróem o carnaval - da comissão de frente à velha guarda, do escultor à bordadeira, de quem trabalha muito para um só dia -, e é embebido do estranho amálgama de alegria (efusiva) e de tristeza (milenar) que cimenta a essência do samba.

A linda letra está perfeitamente conectada à melodia, como demonstra um trecho da segunda parte. Quando se refere ao fim da festa, ou seja, à quarta-feira de cinzas, a melodia 'desce', para logo em seguida 'subir', na alusão à quaresma que se faz com as sobras das fantasias que desfilaram na Avenida. Um fim precioso para um hino de antologia. Segue a letra. Ouça o samba aqui, na interpretação de Gera.

"Pra tudo se acabar na quarta-feira"

Martinho da Vila

"A grande paixão
Que foi inspiração
De um poeta é um enredo
Que emociona a velha guarda
Lá na comissão de frente
Como a diretoria
Glória a quem trabalha o ano inteiro
Em mutirão
São escultores, são pintores, bordadeiras
São carpinteiros, vidraceiros, costureiras
Figurinista, desenhista e artesão
Gente empenhada em construir a ilusão
E que tem sonhos como a velha baiana

Que foi passista, brincou em ala
Dizem que foi o grande amor de um mestre-sala

O sambista é um artista
E o nosso tom é o diretor de harmonia
Os foliões são embalados
Pelo pessoal da bateria
Sonho de rei, de pirata e jardineira
Pra tudo se acabar na quarta-feira
Mas a quaresma lá no morro é colorida
Com fantasias já usadas na avenida
Que são cortinas, que são bandeiras
Razões pra vida
Tão real na quarta-feira"

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Woody na área Escrito em 14 de janeiro de 2009
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Ótima notícia é o lançamento, em DVD, de O que há, tigresa?, Memórias, Broadway Danny Rose e Dias de rádio, filmes do grande Woody Allen sumidos do mercado desde a época do VHS (os dois primeiros, creio eu, nem chegaram a sair em vídeo).

Longa de estréia do diretor, O que há, tigresa? é uma adaptação satírica de thrillers de espiões japoneses. Memórias e Broadway Danny Rose remontam à fase na qual Allen deixou mais evidente a influência de seu mestre, Ingmar Bergman, muitas vezes chegando mesmo a imitá-lo (caso de Interiores, por exemplo).

Sintomaticamente, em Memórias, Allen interpreta um cineasta famoso por suas comédias e que cansou de ser engraçado. Em determinado fim de semana, à beira de um ataque de nervos, ele comparece a uma retrospectiva de seus filmes, onde acaba tendo que se confrontar com o passado.

Broadway conta a história de um agente artístico fracassado, que trabalha para sapateadores de uma perna só e ventríloquos gagos, e se vê diante de uma oportunidade de sucesso quando seu principal cliente é convidado a realizar um show no Waldorf.

Ao lado de produções como Setembro (e este, quando será lançado?) e o já citado Interiores, entre outras, Memórias e Broadway de certa forma ilustram uma etapa transitória na carreira (e na obra) de Allen. Estão entre o riso rasgado dos primeiros anos e a fina comédia dramática que acabou se sedimentando como sua marca.

Era do rádio é um trabalho singular, embora traga algumas da obsessões do diretor, como os traumas (e maravilhamentos) da infância, e a nostalgia. A partir das lembranças de um garoto de dez anos, Allen constrói um mosaico afetivo sobre a época de ouro das transmissões radiofônicas. Há uma seqüência, em especial, neste filme que me emociona a cada vez que o revisito: o momento em que, ao som da comovente If you are but a dream, na voz de Frank Sinatra, o garoto sobre as escadas do Radio City Music Hall até se deparar com as cortinas vermelhas e experimentar, num rasgo de fascínio que coincide com o ponto alto da canção, um mundo inteiro de coisas novas numa tela.

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Boca de Baco Escrito em 14 de janeiro de 2009
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O querido Marcelino Freire estará no Rio no próximo fim-de-semana. Ele vai comandar uma oficina literária dentro da primeira edição do evento Boca de Baco, que acontecerá no mezanino do Cine Odeon. Além da oficina, o Boca de Baco incluirá o lançamento de livros e revistas e terá um palco aberto para "todo tipo de manifestação artística", como explicam os organizadores. Um exemplo: um karaokê no qual o gongo estará a postos. Os mais tímidos serão encorajados com uma dose de cachaça "por conta da casa”.

A oficina comandada pelo Marcelino contará com a participação especial de Lirinha, cantor e compositor do grupo Cordel do Fogo Encantado. Lirinha acaba de lançar, pela Ateliê Editorial, o romance Mercadorias e futuro, que deu origem ao espetáculo homônimo, atualmente em cartaz aqui no Rio. Durante o Boca de Baco, o público poderá participar de um bate-papo com os dois autores.

P.S: A oficina do Marcelino está marcada para 10h e oferece 25 vagas. A taxa de inscrição é de R$ 70. Mais informações pelo e-mail contato@livrariaodeon.com.br ou pelo telefone (21) 8763-0157 (com Ana Maria)

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Sábado passado... Escrito em 12 de janeiro de 2009
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...noite de lua cheia na (lotada) Marquês de Sapucaí.


Arlindo Cruz, que cantou 'Meu lugar' no 'esquenta'


Os primeiros setores da escola, com a alegoria de São Jorge


Quitéria, à frente da Sinfônica do Samba: a bateria de mestre Átila


A alegria emocionada da baiana: reverência à tradição


A nova Comissão de Frente


Visão geral do ensaio ténico: mais um bom passo


A torcida compareceu em peso e levou faixas saudando o Império

As fotos são de Diego Mendes. Leia mais aqui, e aqui, e aqui.

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Ensaio técnico Escrito em 08 de janeiro de 2009
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Estive ontem na quadra do Império para conferir o ensaio técnico que a escola vem promovendo às quartas-feiras. E digo a vocês: saí de lá impressionado. Cerca de mil pessoas - entre alas da comunidade, de passistas, de baianas, além da bateria e dos casais de mestre-sala e porta-bandeira - faziam um mini-desfile que começava no interior da quadra, passava pela rua Edgard Romero e, em seguida, retornava, para iniciar um novo ciclo.

Isso, depois de passarem um bom tempo cantando o samba sob a coordenação de Jorginho do Império e o comando das vozes do intérprete oficial Nêgo e dos outros puxadores (incluídas aí as bem-chegadas meninas do Jongo da Serrinha). Um ensaio específico de canto que a Beija-Flor, por exemplo, realiza costumeiramente - e que já se provou eficaz.

Essa estruturação parece confirmar o que eu já havia testemunhado no primeiro ensaio feito na Sapucaí: o Império felizmente está se tornando de novo uma escola organizada.


A propósito: no próximo sábado, às 21h, vai acontecer o segundo ensaio na Sapucaí. As arquibancadas ficam abertas a quem quiser conferir a simulação de desfile e cantar com a gente 'A lenda das sereias e os mistérios do mar". Um excelente programa de verão, pois. Apareçam!

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Literatura e subúrbio Escrito em 06 de janeiro de 2009
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Vai rolar no próximo sábado o evento Zonas de exclusão: Outros subúrbios. Promovido pelo pessoal da Confraria do Vento, o encontro terá como foco a discussão e a proposta de novos olhares sobre a produção cultural e literária do subúrbio, "através do questionamento de como ela é vista e como se vê perante preconceitos, estereotipagens e outras exclusões".

O mais bacana é que o evento acontecerá num bairro suburbano - o Irajá, onde foi fundada a Confraria. A escolha do local se deu, segundo os organizadores, para "deslocar a discussão de onde ela comumente se dá, em meio a diversos tipos de afastamento, e levá-la para o espaço que a originou".

Serei um dos debatedores do seminário, ao lado de outros escritores, como Paulo Lins e Julio Ludemir, e de intelectuais do naipe de João Carlos Rodrigues e Joel Rufino dos Santos. Segue a programação do encontro, :

. 13h30 - A cidade invisível - O subúrbio fora dos determinismos. Com Paulo Lins, Paulo Scott, Marcelo Moutinho e Berimba de Jesus. Mediador: Clóvis Bulcão

. 15h30 - Coquetel

. 16h - O fim da fronteira: Propostas para um subúrbio além do subúrbio. Com Joel Rufino dos Santos, João Carlos Rodrigues, Julio Ludemir e Paulo Roberto Tonani do Patrocínio. Mediador: Victor Paes

Sede do evento: Biblioteca Municipal de Irajá - Av. Monsenhor Félix, 512 − Irajá - Tel: 3351-4389 (em frente à saída da estação do metrô Irajá)

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Ludopédio filosófico Escrito em 05 de janeiro de 2009
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