
Tatiana Salem Levy (com A chave da casa), Cecília Giannetti (Lugares que não conheço, pessoas que nunca vi) e Wesley Peres (Casa entre vértebras) estão entre os finalistas do Prêmio São Paulo de Melhor Livro do Ano de 2007 para autores estreantes. Eduardo Baszczyn, com Desamores, e Tiago Novaes, com Estado vegetativo, também sobreviveram à primeira fase do concurso.
Na categoria voltada para os não-estreantes (não vou chamar de veteranos, né?), os finalistas são Beatriz Bracher (Antônio), Bernardo Caravalho (O sol se põe em São Paulo), Cristóvão Tezza (O filho eterno), Menalton Braff (A muralha de Adriano) e Wilson Bueno (A copista de Kafka).
O vencedor do prêmio - o maior do país em termos de valores, com seus vultosos R$ 200 mil para cada categoria - será escolhido por um júri formado pelos escritores Ivana Arruda Leite, Marcia Elisa Garcia de Grandi, Marcia Tiburi, Paula Fábrio, Evandro Affonso Ferreira, Horácio Costa, Michel Sleiman, Cláudio Daniel, Julio Pimentel Pinto Filho e Marcelino Freire.
A lista dos selecionados é digna de respeito. O valor da gratificação idem. É, no entando, lamentável que também esse concurso tenha considerado como 'melhores livros' apenas aqueles que se enquadram no gênero 'romance'. Embora anunciado como um prêmio dedicado a laurear os trabalhos que se destacaram na seara da 'ficção' - descrita assim, em termo global -, não há sequer um livro de narrativas curtas entre os indicados.
Trata-se da repetição da velha história: no Brasil, conto é gênero de segunda classe.
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