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'Chatos, herméticos e bestas' Escrito em 25 de setembro de 2008
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Em uma entrevista intrigante (e em muitos apectos provocadora) publicada nesta semana no blog do Prosa On Line, o professor, jornalista e escritor Felipe Pena critica duramente a "mercantilização do saber" nas faculdades privadas e o "hermetismo" dos escritores brasileiros contemporâneos, os quais classifica de "chatos, herméticos e bestas".

Felipe se prepara para lançar o livro O analfabeto que passou no vestibular (7Letras), que anuncia como um "romance-denúncia sobre o ensino superior no Brasil. Na entrevista, ele afirma não ter dúvidas de que "são os mestres e doutores que prejudicam a formação de um público leitor no país". "A linguagem da academia é produzida como estratégia de poder. Quanto menos compreendidos, mais nossos brilhantes professores universitários se eternizam em suas cátedras de mogno, sem o controle da sociedade. As teses e dissertações seguem regras rígidas justamente para garantir essa perpetuação de poder. E isso se reflete na literatura", argumenta.

A avaliação da atual produção literária não é menos dura. Felipe defende que "a literatura brasileira contemporânea presta um desserviço à leitura", já que os autores "não estão preocupados com os leitores, mas apenas com a satisfação da vaidade intelectual". Segundo ele, nossos escritores "escrevem para si mesmos e para um ínfimo público letrado, baseando as narrativas em jogos de linguagem que têm como único objetivo demonstrar uma suposta genialidade literária". Mais: "Acreditam que são a reencarnação de James Joyce e fazem parte de uma estirpe iluminada".

Leia a íntegra da entrevista aqui.

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