
Professor de História e versadíssimo nas coisas do Candomblé, o amigo Luiz Antonio Simas fez, em seu blog, uma acurada análise do refrão de Lendas das sereias, mistérios do mar. No texto, Simas nos ensina o significado de cada uma das denominações citadas no refrão do samba do Império Serrano (Oguntê, Marabô, Caiala, Sobá, Oloxum, Ynaê, Janaína e Iemanjá), descortinando seus significados mais profundos.
Leia, abaixo, o trecho inicial do post. E confira a íntegra aqui.
"O Império Serrano reeditará na Marquês de Sapucaí o já histórico samba A lenda das sereias e os mistérios do mar. O refrão, belíssimo , merece ser esclarecido. Vamos ver:
Ogunté, Marabô,
Caiala e Sobá
Oloxum, Inaê
Janaína, Iemanjá
Ogunté - É uma qualidade importantíssima de Iemanjá entre os nagôs. Em alguns mitos é a mãe de Ogum; em outros é a mulher de Ogum Alabedé. É uma Iemanjá guerreira, jovem, que quando dança porta uma espada. Cuidado com ela; está muito longe de ser a sereia maternal que o sincretismo consagrou. Ogunté ensinou a Ogum como se guerreia e se apresenta sempre ao lado dele. Imaginem. As filhas de Ogunté que eu conheço são brabíssimas. É o orixá de cabeça do meu Ojubonan, Babalaô Ifayode. (...)"
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