
Muito boa a entrevista que o curador da Flip, Flávio Moura, concedeu ao blog Prosa On Line. Responsável pela ótima programação deste ano, Flávio fala sobre a preparação da festa, os convidados e a opção por manter a interdisciplinariedade que marcou as últimas edições. Ele rebate também a 'crítica' (ouvi bastante esse comentário) de que faltou um 'grande nome'. Concordo totalmente: o bacana da escalação de 2008 é justamente a qualidade média das mesas.
"É preciso lembrar que esse culto aos 'grandes nomes' embute o risco de fetichismo. Não me agradava a idéia de ficar obcecado por autores de extrema celebridade, mas que já tenham deixado de produzir há tempos o melhor de seu trabalho, apenas para atender a essa expectativa", afirma o curador. Quando indagado sobre a qual mesa mais quer assistir, Flávio espirituosamente responde como programador, e não como leitor, esquivando-se da dividida: "No domingo à noite, à mesa do bar de Paraty em que o chope estiver mais gelado".
Leia a íntegra da enrevista aqui.
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