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O pó-de-arroz, marca da tradição tricolor, voltou ao Maracanã
Não sei se o time chegará às finais da Libertadores, nem mesmo se conseguirá passar à segunda fase, mas a noite de ontem, no Maracanã, decerto ficará na lembrança de cada tricolor que, como eu, lá esteve. Em 18 anos de freqüentador do ex-Maior do Mundo, sinceramente nunca havia assistido a uma exibição de tal nível: além de dominar amplamente a partida, o Fluminense jogou um futebol de sonho, com invertidas, passes rápidos, lançamentos precisos, habilidade e, principalmente, golaços.
Digo isso levando em conta também o nível do adversário. Não se tratava de um Resende, de um Cardoso Moreira, de um Macaé (com todo respeito que esses clubes merecem), nem mesmo de um Coronel Bolognesi. Era, sim, o Arsenal, atual campeão da Copa Sul-Americana e considerado pela imprensa esportiva uma das grandes pedreiras da fase inicial do torneio.
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Dodô: jogador extraclasse teve uma atuação de gala ontem
A cereja no bolo foi a atuação - primorosa - de Dodô, um jogador de altíssimo nível, que sempre defendi como titular, mesmo sob a crítica de meus confrades. O segundo gol - uma emendada de primeira, arrematando o lançamento do Tiago Neves - entra desde já para a lista dos mais belos do Maracanã. Um gol de quem conhece.
Da mesma forma, foi também ver o pó-de-arroz (na verdade, o talco), símbolo da torcida, de volta aos estádios. A absurda proibição era um atentado contra a tradição tricolor. Mais do que isso: um golpe contra a tradição do próprio futebol, que se alimenta desses símbolos historicamente constituídos, como o urubu do Flamengo, o diabo do América (que também tentaram destruir)... Que o retorno seja definitivo.
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