
Tem gente que se espanta, tem gente que acha graça, quando falo que nunca fui aos Estados Unidos porque me recuso a me submeter à humilhação imposta aos turistas brasileiros pelo consulado norte-americano. Pouco me importa o que se pense: em hipótese alguma, vou entrar naquela fila absurda para ser interrogado por agentes arrogantes que acreditam estar fazendo um favor ao me deixar entrar em seu país. Isso embora respeite quem o faça, já a questão é mesmo pessoal.
Trato do assunto depois de ler as recentes notícias sobre o tratamento dispensado aos brasileiros nos aeroportos espanhóis. A pronta ação do Itamaraty é elogiável, mas fiquei chocado com as declarações de Gelson Fonseca, cônsul-geral do Brasil em Madri, em O Globo de hoje. Numa postura subserviente, ele tenta defender a equivocada atitude do governo da Espanha e revela que já checou as condições da sala onde os "retidos" são colocados. Gelson admite a falta de condições do espaço - deficiência que, diga-se, nunca fez nada para tentar melhorar.
A pergunta que fica é: o que esse senhor faz em Madrid, com o sustento do nosso dinheiro?
{5}