
Eu e Molica, antes da subida ao palco
A noite longa de ontem, iniciada com o ensaio técnico do Império Serrano na Sapucaí *, terminou no Teatro Odisséia, na disputadíssima escolha do samba do bloco Imprensa que eu gamo para 2008. A parceria assinada por mim, Fernando Molica e Gabriel Cavalcante classificou-se entre as três finalistas e, na hora decisiva, acabou ficando com o vice-campeonato. O placar foi apertado: 3x2 para os autores do samba Na tropa do Imprensa ninguém pede pra sair, que, vale ressaltar, contaram com uma imensa claque.
Nosso grupo, durante a apresentação no Odisséia
É claro que bate uma frustração quando a gente constata que nosso refrão 'pegou' e chega tão perto de vencer. Mas, para uma primeira experiência, acho que foi bem bacana. Já avisei aos parceiros que, no ano que vem, estou disposto a entrar novamente na briga. Posto, abaixo, a letra do samba que defendemos ontem.
O circo da tropa
Gabriel Cavalcante / Fernando Molica / Marcelo Moutinho
O mosquito picou o presidente
E o nosso Lula amarelou
Tomou bronca do Hugo Chavez
Foi-se o gás do Evo Morales
E no Senado, o tempo fechou
O “seu” Renan
Esqueceu da camisinha
Imprensou de qualquer jeito
E gamou na coleguinha
Relaxa e goza, meu amor
Por que não se cala e me beija?
Sem avião pra viajar
No Imprensa eu vou embarcar
Zé Dirceu tá de telhado novo
Eu já tô careca de saber:
Pra virar circo, só falta a lona
Brasília ou Rio, é a mesma zona
Ô César Maia... pede pra sair!
Quebra esse galho, meu São Sebastião
Quero um prefeito que não seja fanfarrão!
* A gente não pode mesmo elogiar. Ontem saudei, aqui, a iniciativa de abrir a Sapucaí também para os ensaios técnicos das escolas que estão no Grupo de Acesso. Pois bem: a cessão do Sambódromo para o Império foi apenas parcial, de menos de um terço da Avenida, em mais uma comprovação de que a prática é tratar a pão e água quem está fora do Grupo Especial.
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