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'O Império tocou reunir' Escrito em 16 de janeiro de 2008
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Hoje, apesar de quarta-feira, não publicarei aqui a dica de nenhum convidado. E o motivo é simples: mais tarde, precisamente a partir das 19h30, o Império Serrano realizará um grande show no Teatro Rival, e não poderia haver dica melhor. O evento tem como um dos objetivos arrecadar fundos para viabilizar um belo desfile no próximo carnaval. Mas, mais do que isso, a idéia é concentrar as melhores energias de imperianos de fé e amigos da escola, dando uma inequívoca prova de força antes da disputa visando à volta ao Grupo Especial.

Nas últimas semanas, trabalhei obsessivamente para que esse espetáculo seja um sucesso. As expectativas são imensas. Primeiro, porque os artistas a quem convidei pessoalmente aceitaram de pronto e com indisfarçável entusiasmo participar do show, trocando o cachê pelo carinho com o Império. Falo de gente de primeira qualidade, como Moiseys Marques, Nilze Carvalho, Cláudio Jorge, Wanderley Monteiro e Dorina.

Reforçando o time, o Jorginho do Império levará para o palco também as imperianas Conceição de Almeida e Andréa Caffé. Quem também estará no teatro será o imperiano João Bosco, que, com seu violão, certamente cantará a preciosa Heróis da liberdade (na minha opinião, o samba-enredo mais bonito da história), além de pérolas que marcaram a sua carreira.

Priorizamos, no repertório, sambas ligados de alguma forma à Serrinha. Criações de Dona Ivone Lara, Délcio Carvalho, Roberto Ribeiro, Zé Luiz, Nei Lopes, Tio Hélio, Campolino, Aldir Blanc, Wilson das Neves, entre outros compositores que honram e orgulham a música brasileira, por terem traçado - e felizmente ainda traçarem - um caminho de riqueza e pujança dentro de nossa cultura.

O pessoal do jongo da Serrinha e a Velha Guarda Show - presidida pelo já citado Zé Luis e integrada por nomes do naipe de Aluízio Machado - serão mais duas entre as atrações da festa em verde-e-branco, cujo encerramento caberá à bateria Estandarte de Ouro comandada por Mestre Átila, com o samba-enredo de 2008.

Então, como disse o poeta, "não me perguntes pra que samba eu vou, porque eu direi: eu vou pro Império Serrano, sim, senhor".

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