
João Bosco e a mulher, Angela, estiveram na quadra do Império
. No sábado passado, um grupo de jornalistas e notáveis imperianos reuniu-se no barracão da escola para encontrar uma maneira de ajudar no próximo carnaval e levantar de vez a moral da agremiação. Em clima de confiança e de muito trabalho, abrimos algumas frentes. No dia 16 (quarta-feira), haverá um grande show no Teatro Rival, com a presença da Velha Guarda, do pessoal do jongo, da bateria Estandarte de Ouro, do puxador oficial (Gonzaguinha) e do casal de mestre-sala e porta-bandeira. O evento contará com a participação de imperianos históricos, como João Bosco, e de sambistas amigos do Império, como Nilze Carvalho, Dorina, Wanderley Monteiro, Moiséys Marques e Claudio Jorge, entre outros (esse espetáculo poderia ter como atração também o senhor Arlindo Cruz, se ele não tivesse desaparecido da escola, inclusive dissolvido sua Ala do Banjo, depois de perder democraticamente na escolha do samba deste ano);
. No dia 26, a festa em verde-e-branco se transferirá para a quadra, com a 'Noite do imperiano de fé'. Mais detalhes em breve;
. O ensaio do sábado foi bem bacana. A destacar: a bateria hoje sem rival no Rio de Janeiro e a presença sempre digna de festejos do grande imperiano João Bosco;
. Sobre o carnaval de 2008, aliás, recomendo fortemente a leitura dos mui lúcidos comentários feitos pelo Luiz Antônio Simas em seu blog Histórias do Brasil;
. Duas dicas cinematográficas: o agridoce A culpa é do Fidel e o doloroso A vida dos outros. No primeiro, a diretora Julie Gravas (filha do 'hômi') narra as desventuras de uma menina (Nina Kervel-Bey, cujo desempenho é espetacular) às voltas com as mudanças em sua criação a partir do momento em que os pais abraçam o socialismo. Acompanhamos, através dos olhos perplexos da menina, a abrupta e radical transformação que se dá em seu cotidiano, e a inabilidade dos pais para lidar com a situação.
No segundo, o cineasta Florian Henckel von Donnersmarck conduz com mão precisa a história de Gerd Wiesle. Integrante do sistema de vigilância do então governo de Berlim Oriental, Wiesle é convocado a 'espionar' o dramaturgo Georg Dreyman, a partir de escutas instaladas na casa do artista. O mérito do diretor é trabalhar com sutileza o processo de mudança que essa experiência ensejará na vida dos dois personagens. Donnersmarck nunca resvala no clichê e diz o que quer dizer, mesmo quando o que tem a dizer é a dor, sem berrar. Os sussurros tornam seu filme ainda mais bonito.
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