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A bela noite de ontem Escrito em 17 de janeiro de 2008
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Tia Maria e o jongo da Serrinha: uma das atrações da noite

Comecei a chorar assim que o Jorginho do Império entrou no palco e, diante de um Teatro Rival vibrante e completamente lotado (os ingressos foram todos vendidos), cantou à capela um lindo samba de terreiro que ele havia nos mostrado dias antes, durante uma reunião do barracão. Depois chorei quando a Andréia Caffé, talento jovem da Serrinha, não conseguiu segurar as pontas e deixou o sentimento escorrer rosto abaixo no meio de sua apresentação.

Choraria - assim como tantos outros choraram, num impressionante acesso de franca emoção - por mais duas ou três vezes no decorrer da noite, da bela noite, de ontem. Uma noite em que o Império Serrano foi grande conforme sua história. Um noite na qual, como bem disse o amigo Jener, aqueles que não torcem para a escola decerto tiveram uma saudável inveja de quem é imperiano.

Com sinceridade, me sinto impotente para descrever o que aconteceu. A F. colocou as fotos num álbum virtual, que pode ser acessado aqui. Tomara que as imagens possam dar ao menos uma vaga idéia do clima que vingou no Teatro Rival. Porque uma coisa é certa: deu um orgulho danado de ser Império Serrano.

P.S. Ainda sobre a festa, recomendo a leitura de dois textos: os relatos feito pelo Eduardo Goldenberg, no Buteco do Edu, e pelo Carlos Andreazza, no Tribuneiros. Andreazza é definitivo ao afirmar: "O Império Serrano precisa de muito trabalho para ter a estrutura duma Grande Rio. É sabido. A Grande Rio, porém, nunca será o Império Serrano". Assino embaixo.

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