Voltar para Página Principal
Blog
Clicando nos botões ao lado você aumenta o tamanho da fonte do textoDiminui FonteAumenta Fonte
»
A chave de casa Escrito em 04 de dezembro de 2007
separador

A_chave_de_casa_alta.jpg

Há pouco mais de dois anos, resenhei a antologia 25 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira para o Prosa & Verso. Na época, me chamou a atenção na seleta organizada pelo Luiz Rufatto o conto assinado por uma menina chamada Tatiana Salem Levy, que narrava, de forma visceral e extremamente bem escrita, uma história dilacerada de perda.

Com o passar do tempo, acabei conhecendo a Tati pessoalmente e tive a oportunidade de ler outros textos dela, inclusive alguns trechos do romance que ela lança amanhã, a partir das 19h, na Livraria Argumento. O livro, que marca sua estréia na ficção, chama-se A chave de casa e, se confirmar minhas expectativas, será mais um trabalho a evidenciar que há, sim, talento debaixo da espuma que infelizmente paira sob a nova geração da literatura brasileira. É ótimo ver que escritores como a Tatiana e o Flávio Izhaki começam a dar seus vôos solo.
Segue um fragmento de A chave de casa:

“(...) Conto (crio) essa história dos meus antepassados, essa história das imigrações e suas perdas, essa história da chave de casa, da esperança de retornar ao lugar de onde eles saíram, mas nós dois (só nós dois) sabemos ser outro o motivo da minha paralisia. Conto (crio) essa história para dar algum sentido à imobilidade, para dar uma resposta ao mundo e, de alguma forma, a mim mesma, mas nós dois (só nós dois) conhecemos a verdade. Eu não nasci assim. Não nasci numa cadeira de rodas, não nasci velha. Nenhum passado veio me assoprar os ombros. Eu fiquei assim. Fui perdendo a mobilidade depois que o conheci. Depois que o amei: depois que conheci a loucura através do amor, o nosso. Foi o amor (excedido) que me tirou, um a um, os movimentos do corpo. (...)”

Clique para deixar seu comentário {1}