
Não foi pequena a minha surpresa, na quarta passada, ao ver o Cinematheke completamente lotado para assistir à segunda apresentação do projeto Mapa. Uma extaordinária experiência, aliás, que se tornou possível graças à imaginação e ao trabalho do Marcelo Magdaleno, da banda Canastra.
Os músicos comandados pelo Magdaleno - Pompeo (bateria), Roberto Medeiros (baixo), Marcelo Chaves (guitarra), Chiquinho Vaz (piano) -, com o reforço do trompetista Guilherme Dias Gomes e do baixista Edu Vilamaior - fizeram uma 'cama' sonora e improvisaram enquanto eu, Henrique Rodrigues e Cabelo líamos nossos textos.
O HR, grande destaque da noite, recorreu aos ótimos poemas de seu A musa diluída. Mais calejado em termos de palco, Cabelo praticamente transformou em rap suas poesias. Como meus escritos são em prosa, preferi me ater a dois minicontos e a uma versão editada de Sexta-feira de cinzas, conto que integra o livro Somos todos iguais nesta noite e gira em torno da viagem introspectiva de um personagem no pré-carnaval.
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Marcelo Magdaleno batuca em sua máquina de escrever
Confesso que temia sobretudo com relação à funcionalidade desse texto, já quese tratava de uma narrativa mais longa. Mas a banda teve uma bela sacada: além de usar uma canção adequada ao tema do conto - É com esse que eu vou -, recorreu a expedientes criativos, como a percussão feita na máquina de escrever, para sublinhar a conexão entre música e palavra.
P. S: Sobre a noite de quarta, o amigo Paulo Thiago de Mello escreveu um gentilíssimo post em seu blog Pindorama. Paulo esteve no Cinematheke e relata, num longo texto, a emoção que o espetáculo lhe causou.
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