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O mérito e a farsa Escrito em 26 de novembro de 2007
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Foi bonita e, acima de tudo, merecida a classificação do Flamengo para a Libertadores, numa grande arrancada final. A comemoração da torcida é, portanto, justíssima. Só me pergunto qual o objetivo daquela patética encenação com taça e papel picado ao fim do jogo. Ao que me consta, o atual time não conquistou o título do Brasileiro. O Campeonato de 1987, por sua vez, foi ganho por outros jogadores, e estes não estavam em campo ontem.

O que espanta é constatar que o espetáculo da entrega de troféu foi promovido pela Suderj. Ou seja: deu-se um caráter 'oficial' a uma farsa populista. Bom, talvez não espante tanto quando lembramos que o presidente da entidade, o mauricinho Eduardo Paes, é pré-candidato à Prefeitura do Rio. Quantos votos estão em jogo?

A falta de legitimidade (e mesmo o ridículo) do evento de ontem remete a episódios de triste memória, como a volta olímpica do Vasco com a caravela no Estadual de 1990 ou a champanha estourada pelo presidente do Flu, Álvaro Barcellos, em 1996, quando houve a virada de mesa que evitou a queda do clube à Segundona.

Que a efusiva comemoração não embace o bom senso. No mais, torçamos para que haja um histórico Fla x Flu na Libertadores do ano que vem.

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