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Gullar: prêmio para o livro ou para a obra?
Deu Rasmungos, seleta das medianas crônicas do Ferreira Gullar, publicadas originalmente na Folha de S. Paulo. Gullar é um escritor grandioso, talvez nosso maior poeta vivo, mas a presença dessa coletânea na lista inicial do prêmio já me havia assustado. Afinal, o Jabuti contempla o melhor livro de ficção do ano ou isso virou mero detalhe e o que importa é patentear um tributo à obra? Para que inscrever novos livros então? A equação cânone=excelência é sempre e sob qualquer aspecto irrefutável? Será que os livros são efetivamente lidos? E será que ninguém mais – autores, resenhistas, jornalistas culturais, críticos, leitores – vai comentar nada publicamente sobre esse resultado bizarro?
Diante de tantas perguntas e de nenhuma resposta, eu vou ali e já volto.
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