

Durante algum tempo este blog felizmente se viu livre das malas que fazem comentários sem assinar, escondendo sua mediocridade e seu ressentimento sob a coberta ordinária do anonimato. São pequenas almas penadas, que transitam pela internet em busca de seus alimentos preferidos: a maledicência, a galhofa, a provocação mais rasteira.
Hoje, um bobalhão desses resolveu voltar a atacar. É claro que não aprovei seus comentários (só publico textos assinados). Aliás, aprovei um deles, aquele no qual o incauto pretendeu corrigir um suposto erro meu. Escreveu ele, utilizando a patética alcunha de "Dr. Pasquale":
"Ainda bem que o drible passou a ser desconcertante, eis que EU VI, pelo pay-per-view, que o drible que você viu foi desconSertante. Publique, covarde".
É evidente que um dos sinais mais flagrantes de covardia foi dado pelo próprio, ao não registrar seu nome. Mas, para que o rapaz (ou rapariga) aprenda, cito o livro ao qual recorro, com a devida humildade, sempre que tenho alguma dúvida. Com a palavra, o mestre Hoauiss:
"Desconcertante - Que desconcerta, desorienta".
"Desconcertar" - "fazer perder o concerto, a ordem, a harmonia", "transtornar, malograr, perturbar", "desnortear", "pôr em desalinho".
No referido dicionário, não há registro de "desconsertante", a sugestão do bobo. Lamento.
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