
Não foi o desconcertante drible com o qual Robinho sublinhou seu talento, nem a comprovação de que o mau humor do técnico (sic) Dunga resiste até mesmo a goleadas pró. Nada me impressionou mais, no jogo da Seleção Brasileira contra o Equador, do que a imagem da atriz Letícia Spiller 'vibrando' para as câmeras da TV Globo um pouco antes de a partida começar.
Ela mexia os braços, frisava a testa, dava murros no ar, esticava os lábios falando 'Brasiiiiiiiiiiiiil', tudo isso de maneira tão falsa, tão encenada, tão poseur, que sinceramente fiquei em dúvida sobre o real motivo do embrulho em meu estômago naquele momento: o patético desempenho de Ms. Spiller no papel de 'torcedora' ou a constatação de que, se havia um show programado para o Maracanã, decerto de futebol não era.
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