
No último sábado, eu, F. e mais uma plêiade de amigos estivemos na já tradicional feijoada da Portela. Ótimo, como de costume, o evento teve nesse fim-de-semana momentos especialíssimos. O primeiro deles foi o lançamento do livro Clara Nunes - Guerreira da utopia (foto), de Vagner Fernandes - publicação que, aliás, conta com um lindo projeto gráfico do Christiano Menezes. Em tributo à Clara, boa parte dos convidados cantou sambas marcantes de seu repertório. Um dos destaques - ao lado da sempre comovente presença da Velha Guarda - foi a surpreendente participação de Leny Andrade, que, como costuma falar o pessoal da música, 'quebrou tudo'.
O segundo grande momento deu-se quando uma sonora vaia foi ouvida em toda a quadra logo que anunciada a presença do senador Marcelo Crivella. Nem mesmo os apelos da diretoria portelense se mostraram capazes de calar as mais de mil pessoas presentes. Pelo contrário: a cada pedido de compreensão, o som da multidão aumentava. Ao fim, conseguimos impedir que Crivella estragasse, com seu discurso, um sábado tão especial. Fazia tempo que eu não presenciava um espetáculo de expurgação política como esse.
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