
Com atraso, coloco aqui o link para a matéria central da edição de outubro do jornal da OAB/RJ (do qual sou editor). O tema - o abuso do juridiquês - pode interessar também a quem não é advogado ou não tem qualquer relação profissional com a área jurídica. Afinal, ao menos o papel de 'parte' todos assumiremos em algum processo mais cedo ou mais tarde. Segue um trecho da reportagem. Acesse a íntegra aqui.
"Palavras que não comunicam"
Lingüistas, advogados e magistrados criticam o uso excessivo de jargões técnicos, que prejudica a compreensão de despachos e petições e ergue mais uma ponte entre a Justiça e a sociedade
Por Marcelo Moutinho
"O alcândor Conselho Especial de Justiça, na sua postura irrepreensível, foi correto e acendrado em seu decisório. É certo que o Ministério Público tem o seu lambel largo no exercício do poder de denunciar. Mas nenhum labéu o levaria a pouso cinéreo se houvesse acolitado o pronunciamento absolutório dos nobres alvarizes de primeira instância".
O trecho acima, retirado de um processo que realmente tramitou na Justiça, leva ao paroxismo o traço mais nefasto do chamado 'juridiquês': pôr as palavras contra sua função essencial - a comunicação. O uso exagerado de termos excessivamente técnicos e expressões pouco usuais acaba por solapar a transmissão da mensagem e impossibilita sua compreensão por parte do público não-iniciado no universo jurídico. (...)"
P.S. A charge acima foi feita pelo Aroeira para ilustrar a matéria.
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