
Desde que o órgão foi criado, ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso*, não havia sentido firmeza em nenhum daqueles que assumiram o Ministério da Defesa. A coisa, ao que parece, começa a mudar com Nelson Jobim. Nem tanto pelas atitudes enérgicas com relação ao caos aéreo, também elogiáveis, mas sobretudo pelo comportamento diante dos militares. A postura de Jobim, afirmando com firmeza que reações ao livro da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos "não são bem-vindas" e "terão resposta à altura" demonstram, pela primeira vez, que um ministro da Defesa pretende de fato fazer valer sua autoridade sobre a caserna. Na democracia, é assim que tem de ser.
* Sobre FHC, recomendo a leitura da matéria feita por João Moreira Salles com o ex-presidente. O texto, publicado na edição de agosto da revista Piauí, está disponível aqui.
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