
Quando, nas oitavas, o Flu empatou com o Bahia na Fonte Nova, comentei com meu amigo Pedro: seremos campeões da Copa do Brasil. Embora pouca gente acreditasse que o criticado time tricolor fosse deixar para trás o Atlético-PR, eu sentia uma espécie de prenúncio de que desta vez o título seria nosso. E fico feliz de ter confiado, porque foi com base nessa frágil certeza que passei desde então acompanhei as partidas in loco. Mais: carregando o próprio Pedro comigo para o Maracanã.
No dia do jogo final, estava em São Paulo. Assisti ao jogo finalíssimo dentro de um quarto de hotel, acompanhado do Bruno Dorigatti, amigo catarinense que, por ironia do destino, é apaixonado pelo Flu desde pequeno. Depois do sofrimento e do orgulho de ver a equipe jogar com a dignidade que parecia perdida, nos juntamos ao amigo Pedro Marinho e ‘invadimos’ Vila Madalena, devidamente trajados com a incomparavelmente bonita camisa tricolor e levando nas mãos minha bandeira de tantas batalhas.
O país tem, desde a quarta-feira passada, um legítimo campeão. E quem, como eu, acompanhou o calvário do clube, inclusive no inferno da terceira divisão (fui a todos os jogos), sabe o quanto esse título representa. Mais do que uma conquista nacional, como tanto a imprensa vem apregoando, o campeonato foi o símbolo lapidado da volta definitiva do Flu à sua dimensão histórica.
Salve Renato Gaúcho, Alexandre Magrão, Roger e Tiago Silva – o melhor zagueiro do Brasil. Salve Branco, que tantas alegrias nos deu e agora volta a dar. Salve cada jogador e cada torcedor. Como disse o monumental Nelson Rodrigues, um dos tricolores maiúsculos, “a humildade acaba aqui”.
Posto, abaixo, dois vídeos. O primeiro retrata o inesquecível espetáculo que a torcida tricolor fez no Maracanã, no primeiro jogo da final. O segundo mostra a festa dos torcedores valentes que foram a Florianópolis e aguardavam, no aeroporto, a volta para o Rio,
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