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As aspas do pai Escrito em 26 de junho de 2007
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Foram, no mínimo, bizarras as declarações do empresário Ludovico Ramalho, pai de Rubens Arruda (19 anos), um dos marginais que espancaram a empregada doméstica Sirley Dias (foto) antenontem num ponto de ônibus na Barra. Embora tenha admitido que o filho "fez uma bobagem", Ludovico disse "não ser justo que manter presas crianças (sic) que estão na faculdade, estudando". "Vão acabar com a vida deles", alertou ele, num sentimento de dó talvez semelhante ao que sentiu pela 'criança' que há poucos meses assassinou João Hélio. Ou criança é só a que pertence à classe média alta?

O mais curioso é que o mesmo Ludovico, ao presenciar o ataque de um banco de traficantes à delegacia da Ilha do Governador, bradou: "É uma loucura! Os traficantes não podem mandar na cidade! (...) Eu podia ter morrido!". Opa! Então a lei e o Estado de Direito valem para os traficantes, mas não para o seu precioso rebento?

Cana - e cana dura - é o que os cinco bobalhões agressores merecem.

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