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Ubaldo na cabeça Escrito em 30 de abril de 2007
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O romance Viva o povo brasileiro foi eleito, em votação promovida pelo Sérgio Rodrigues no blog Todo prosa, como o grande livro da ficção brasileira dos últimos 25 anos. No pleito, foram consultados 53 escritores, críticos e editores, entre eles este que vos escreve (e que, por sinal, escolheu Quase memória, do Cony).

Não fiquei surpreso com a vitória de Ubaldo. Talvez seja mesmo o livro mais representativo dentro desse recorte, e meu voto no Cony foi absolutamente pessoal. Mas me espantei de ver, na listagem final, nomes como, por exemplo, o de Marcelo Mirisola.

E Quase memória acabou sendo vice, dividindo o segundo lugar com Dois irmãos, de Milton Hatoum. Na quarta posição, houve outro empate, só que triplo, entre Aqueles cães malditos de Arquelau, de Isaías Pessotti, A senhorita Simpson, de Sérgio Sant’Anna, e Morangos mofados, de Caio Fernando Abreu. O restante da lista, que segue abaixo, comprova uma natural pulverização dos votos, mas ainda assim oferece um interessante panorama da literatura brasileira contemporânea.

“A coleira no pescoço” (Menalton Braff)
“A face horrível” (Ivan Ângelo)
“Ah, é?” e “234” (Dalton Trevisan)
“À mão esquerda” (Fausto Wolff)
“A república dos sonhos” (Nélida Piñon)
“As mulheres de Tijucopapo” (Marilene Felinto)
“Aspades, ETs etc.” (Fernando Monteiro)
“A vitória da infância” (Fernando Sabino)
“Comédias da vida privada” (Luis Fernando Verissimo)
“Curva de rio sujo” (Joca Reiners Terron)
“Dentes guardados” (Daniel Galera)
“Diana caçadora” (Marcia Denser)
“Fátima fez os pés para mostrar na choperia” e “O azul do filho morto” (Marcelo Mirisola)
“Memorial de Maria Moura” (Rachel de Queiroz)
“O alquimista” (Paulo Coelho)
“Onde andará Dulce Veiga?” (Caio Fernando Abreu)
“O nome do bispo” (Zulmira Ribeiro Tavares)
“Os dias do demônio” (Roberto Gomes)
“O vôo da madrugada” (Sérgio Sant’Anna)
“Relato de um certo Oriente” (Milton Hatoum)
“Um táxi para Viena d’Áustria” (Antonio Torres)
“Vastas emoções e pensamentos imperfeitos” (Rubem Fonseca)
“Vésperas” (Adriana Lunardi)

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