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Sigo daqui a pouco para a Flip. A quem estiver por lá, dois convites:
. Na próxima sexta, às 10h30, na Casa de Cultura, vou mediar o painel "Acordo ortográfico em questao", que reunirá os escritores Ondjaki e Marcelino Freire;
. No sábado, a partir das 12h, faremos o lançamento do "Dicionário Amoroso da Língua Portuguesa" no Che Bar. Na ocasiao, o bar oferecerá uma feijoada (R$ 29, incluindo a caipirinha).
Espero vocês!
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Descobri esta preciosidade ontem, enquanto navegava pelo YouTube. É um curta-metragem sobre o grande João Nogueira, que tem a participação especialíssima de Sergio Cabral (o original) e no qual aparecem também bambas como Paulo César Pinheiro, Maurício Tapajós e Marçal, entre outros. Papa fina, meus amigos.
Sempre que ouço (ou vejo) o João, lembro do meu pai, Francisco, fã inveterado do cantor desde onde cabe a lembrança. Por coincidência, a música de encerramento do filme era uma das preferidas do velho, que, se ainda estivesse por aqui, completaria hoje 76 anos (e a quem música continua iluminando, além da morte).
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"De repente, certa noite, todos mortos, Anatole compreendeu que estava só, completamente só no mundo, e sentiu essa sensação de extravio que se vive quando, no caminho, voltamos atrás e vemos o trecho percorrido, a via indiferente que se perde num horizonte que já não é o nosso"
Enrique Vila-Matas, no conto 'A arte de desaparecer' (in 'Suicídios exemplares')
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Não tenho muita paciência para o Twitter (no gênero, prefiro o Facebook), mas é impossível resistir à página que o grande Millôr Fernandes estreou há dois dias. Gênio da frase curta, ele tem presenteado os leitores diariamente com pérolas como:
"Você está bêbado quando começa a sentir solidariedade e não consegue pronunciar essa palavra".
"A morte é hereditária".
"Todo homem nasce original e morre plágio".
"Como são admiráveis as pessoas que nós não conhecemos bem".
Confira aqui.
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Um grande artista, uma solidão maior ainda.
Michael Jackson merece os obituários, as matérias, as homenagens que vêm recebendo desde ontem. Mas que não o levem novamente, depois de morto, à (mesma) roda-gigante que ajudou a consumi-lo.
É hora de deixá-lo em paz. Enfim.
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Não entendo o tempero de novidade que a imprensa colocou nas matérias sobre as 'vuvuzelas', as cornetas de plástico que tanto vêm suscitando polêmica nos estádios da África do Sul. Lembro que quando era pequeno tinha uma dessas, assim como várias pessoas que freqüentavam o Maracanã na época e infernizavarm os ouvidos alheios com a barulheira. Aliás, nisso os coleguinhas têm razão: as cornetas são chatas demais.
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. Na próxima quinta-feira, vai rolar o lançamento do romance Avó Dezanove e o segredo do soviético, do Ondjaki. Será na Livraria da Travessa do Leblon, a partir das 19h;
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Adriana, Sérgio e Veríssimo: bate-papo na Casa do Saber
. Já na segunda, às 19h30, a Casa do Saber sediará o coquetel de lançamento da nova edição da revista Granta. Na ocasião, haverá um bate-papo entre a querida Adriana Lisboa, o tricolor Sérgio Sant'Anna e Luis Fernando Verissimo e Sérgio Sant'Anna, com mediação do Francisco Bosco;
. Com atraso, registro aqui que a amiga Rosana Caiado tem um novo blog, o Complete a frase. Lá, ela propõe uma espécie de jogo: inicia uma sentença, que deve ser terminada pelo leitor. Confira aqui;
. Em geral, as pessoas hesitam em me dar livros, achando que já comprei (ou recebi) todos. No entanto, dos vários novos títulos que ganhei de aniversário, não tinha nenhum. São eles: Suicídios exemplares (Enrique Vila-Matas), À mesa com o chapeleiro maluco (Alberto Manguel), O crime do restaurante chinês (Boris Fausto), Futebol ao sol e à sombra (Eduardo Galeano), A letra brasileira de Paulo César Pinheiro - Uma jornada musical (Conceição Campos), A última tragédia (Aedulai Sila) e Noturno do Chile (Roberto Bolano), além de uma genial coletânea de postais com caricaturas de escritores, feitas pelo Loredano, edição ainda não lançada mas já recomendada do Instituto Moreira Salles.
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Washington (que perdeu pênalti na final de 2008), Arouca e Junior César saíram do Fluminense para o São Paulo porque "queriam ganhar a Libertadores".
Quem sabe no ano que vem.
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Sempre fui favorável à não obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão. Entendo que cientistas sociais, economistas, advogados, médicos etc. podem perfeitamente trabalhar como jornalistas. E mais: que enriquecem mesmo o ambiente da redação, que dão densidade aos veículos de informação. Cito apenas um exemplo, a título ilustrativo: um dos melhores repórteres da Folha de S. Paulo, o Rafael Cariello, é historiador.
Há muito tempo - e não raramente sob críticas - defendo que o jornalismo seja um curso de pós-graduação, no qual em um ano ou um pouco mais os interessados poderiam aprender as técnicas básicas do ofício. O atual modelo das faculdades de comunicação beira o patético: dois anos de matéria humanística (de resto, necessária, mas que pode ser aprendida em outros cursos) e dois anos da mais pura enganação, sob a alcunha de 'disciplinas práticas'.
Portanto, entendo que a decisão que o Supremo Tribunal Federal tomou ontem, tornando dispensável a formação específica, é digna de comemoração. O que não quer dizer que eu defenda o vale tudo. Certamente, algum tipo de regulamentação da profissão é necessária e espero, embora sem muita fé, que nossos parlamentares tratem disso (graças à inércia do Congresso, o Supremo é que está legislando no Brasil).
O site Tribuneiros (a favor do STF) e o blog do Fernando Molica (contrário) também se pronunciaram sobre o assunto e merecem a visita. A discussão, pois, continua.
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O site oficial da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) informa:
"Casa de Cultura, sexta-feira, dia 3, às 10h30: O angolano Odjaki, autor de Bom dia, camaradas, e o brasileiro Marcelino Freire, autor de Balé ralé, trocam impressões a respeito do Acordo Ortográfico que entrou em vigência este ano e pretende uniformizar a ortografia de oito países falantes do português. Na mediação, o escritor Marcelo Moutinho, organizador do Dicionário amoroso da língua portuguesa".
Além disso, vamos promover uma tarde de autógrafos do Dicionário na Flip. Será no sábado, dia 4, às 13h30, no Che Bar. Com capirinha e feijoada.
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Isso já faz algum tempo. Eu e o amigo Alberto Mussa bebíamos umas cervejas e conversávamos sobre duas de nossas paixões em comum - o carnaval e a literatura -, quando ele vaticinou: "Ter um samba meu cantado na Sapucaí seria mais importante para mim do que ganhar o Prêmio Nobel". Não hesitei em concordar, fazendo a devida observação: no meu caso, desde que fosse no Império Serrano.
Pois bem: ontem, por volta das dez e quinze da noite, participava da fundamental resenha pós-pelada lá no Clube dos Macacos quando o celular apitou, indicando a chegada de uma mensagem em SMS.
"Mussa virou enredo! O Império da Tijuca anunciou agora o Trono da Rainha Jinga".
Quem assinava a mensagem era o grande Luiz Antônio Simas. E nem precisa dizer como fiquei feliz.
Explico aos que não sabem do se trata. O Trono da Rainha Jinga é um dos livros do Mussa. Na obra, ele investiga a escravidão e esquadrinha com tintas ficcionais o trânsito de culturas entre Brasil e África a partir da história da guerreira angolana que atuou na resistência contra os colonizadores portugueses nos idos do século XVII. Segundo conta o Simas em seu blog, o enredo é baseado no romance e em manuscritos da época.
A verdade é que, a se tirar pelos enredos já escolhidos, o Grupo de Acesso promete muito para o ano que vem. O tema escolhido pelo Império da Tijuca honra a tradição da escola (já saudada aqui neste blog), que também destoa do coro dos contentes (e, assim como o Império Serrano, paga um alto preço por isso) e que ganhou um lugar especialíssimo no meu coração desde o memorável tributo a São Jorge, em 2006.
Tive a alegria de desfilar na escola do Morro da Formiga no carnaval passado, com a bela homenagem a Mestre Vitalino. Se tudo der certo, espero cerrar fileiras em 2010 ao lado do Mussa. E não tenho dúvidas ao afirmar: o Nobel chegou para ele.
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Fico sabendo, através do blog Pendura essa, do querido Paulo Thiago de Mello, que o Villarino completou 56 anos ontem. A notícia me deixa feliz. Não só porque o Villarino, com suas paredes históricas, seus garçons à antiga, seu recato elegante, é meu lugar preferido para beber aqui perto da OAB, mas também pela capacidade de resistência.
Explico: como bem observa o Paulo, trata-se de um clássico representante do bar-uisqueria, modelo que vem desaparecendo. Penso no Villarino e lembro do saudoso Bico Doce, onde dividi boas conversas e muitos copos (eu, cerveja; ele, uísque) com o Antonio Torres. Ambos, espaços boêmios singulares, cheios de personalidade.
Paulo lembra do clássico primeiro encontro entre Tom e Vinícius, ocorrido no Villarino, e conta que o estabelecimento só não sumiu "graças à obstinada determinação de seu Antonio, que recusou inúmeras ofertas de compra do lugar, inclusive do Bradesco e da Drogaria Pacheco". Leia o texto do Paulo aqui. E vida longa ao Villarino!
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