
Pela qualidade do autor, pelo interesse no tema e também pela linda capa, garanti há alguns dias meu exemplar - o livro, portanto, já foi distribuído. Mas será hoje, a partir das 19h, na Livraria DaConde, o lançamento oficial de Ribamar ((Bertrand Brasil), novo trabalho de José Castello. A obra é resultado de quadro anos de escrita e, num misto de biografia e romance, aborda a relação do autor com seu pai, falecido em 1982. Segundo Castello, que recorre às palavras de Andre Gide, trata-se de uma "reportagem interior".
Como atualmente finalizo um livro sobre "ausências", as sombras (visíveis ou invisíveis) daquilo ou daqueles que se foram, e como sei que o extraordinário Carta ao pai, de Franz Kafka, foi referência para a criação de Ribamar, estou ansioso para conferir o que o Castello aprontou. Depois comento aqui.
A Da Conde fica na Rua Conde de Bernadotte, 26 - Loja 125, no Leblon.
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02 de setembro de 2010
Rápida
Só hoje fiquei sabendo que o tão propalado estádio do Corínthians é, na verdade, um presente dado ao clube pelo governo federal e pela CBF. Ou seja, com o meu, o seu, o nosso dinheiro. Lula torce para o time, tem esse direito, mas é um absurdo fazer cortesia com o nosso chapéu, com verba pública. Já a CBF - ah, a CBF... - apenas reitera quem é atualmente seu preferido. Olho vivo no Brasileirão.
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31 de agosto de 2010
O réquiem de Herkenhoff
Não tem jeito: embora se trata da crônica de uma morte anunciada, o fim do Jornal do Brasil fez, de hoje, um dia triste. Mas tristeza é para ser purgar. E boa pedida para isso é prestigiar o lançamento do livro Memória de um secretário - Pautas e fontes, que o Alfredo Herkenhoff, "puta velha" do jornalismo carioca, lançará, a partir das 18h, no Nova Capela.
Bom, para ser exato, o furdunço acontecerá no anexo ao Capela (o lugarzinho é esquisito, mas, como a cozinha é a mesma da matriz, dá para relevar). Alguns jornalistas que passaram pelo jornal e atuam também como DJs, casos de Marcelo Janot, Zé Octavio e Daniel Koslinski, se revezarão nas carrapetas, garantindo a qualidade do som. Haverá, também, violões e microfone para quem quiser se arriscar. Ou seja, mais que o lançamento do livro, o evento será uma espécie de "réquiem" para o velho e bom JB.
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